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O bom exemplo que vem de Minas Gerais

Vocação agrícola, empreendedorismo, incentivo às pesquisas, acesso ao conhecimento, boas universidades, perfeita sintonia, sinergia e integração entre o público e o privado, enfim, o Estado reúne todas as boas condições.
Clipping Brasil@gro 3 min de leitura
Na última sexta-feira, reuniu-se na sede da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) em Belo Horizonte, o Comitê Executivo da Política Estadual de Biodiesel, coordenado por Lucas Rocha Carneiro. Este comitê foi oficialmente criado no último mês de agosto e reúne representantes de entidades públicas e privadas com o objetivo de discutir e propor políticas para o desenvolvimento do biodiesel naquele Estado.

Quatro palestrantes foram convidados para apresentarem suas visões sobre o mercado de biodiesel; José Olivério (vice-presidente da Dedini), Univaldo Vedana (Biodieselbr), Emerson de Oliveira (Biominas) e este colunista. Todos tivemos a oportunidade de mostrar cenários e perspectivas sobre o biodiesel e ficou clara a seriedade e o interesse das lideranças políticas e empresariais em desenvolverem um consistente plano estadual de biodiesel, diferentemente do que vem ocorrendo em outros Estados da Federação.

Todos sabemos e acompanhamos com expectativa a transformação do Estado de Minas Gerais no segundo maior centro produtor de agroenergia e biocombustíveis, ficando atrás apenas do Estado de São Paulo. Vocação agrícola, empreendedorismo, incentivo às pesquisas, acesso ao conhecimento, boas universidades, perfeita sintonia, sinergia e integração entre o público e o privado, enfim, o Estado reúne todas as boas condições para se tornar num dos maiores pólos destes setores que são os mais promissores do agronegócio brasileiro e mundial.

O que chama a atenção, é a seriedade e a objetividade que cerca o trabalho responsável das lideranças que formam o Comitê Executivo da Política Estadual de Biodiesel. Numa primeira fase, depois da sua organização, seus membros procuram buscar informações e conhecimento. As bem sucedidas experiências com pinhão-manso, que tiveram início na Epamig, são um diferencial importante a favor dos mineiros.

Em que pesem posições que vão no contra-fluxo do biodiesel (a Embrapa apenas engatinha nas suas pesquisas com pinhão-manso, não reconhecendo o pioneirismo e o avanço desenvolvidos pela Epamig e o Ministério do Desenvolvimento Agrário não oferece nenhum incentivo para quem investir nesta cultura, ao contrário da tão malfadada mamona) o exemplo que nos dá Minas Gerais deve servir para que outros Estados sigam na mesma linha.

De nada adiantam planos estaduais de incentivos à produção de agroenergia e biocombustíveis, se eles não estiverem integrados com a realidade e focados nos mercados produtores, distribuidores e consumidores. Tudo integra um processo só, único, onde falsas concepções e também falsas premissas podem comprometer todo o esforço que está sendo feito para transformar o Brasil no país líder nesta corrida dos biocombustíveis.

Primeiro, conhecer o mercado e suas idiocrassias. Depois, planejar ações que possam efetivamente servir para que objetivos possam ser alcançados. Por fim, viabilizar projetos agrícolas e industriais comprometidos com as políticas sociais e ambientais, que sejam geradores de renda e de empregos.

Nesta linha, os mineiros estão trabalhando bem ao seu estilo, sem grande alarde mas com muita seriedade e competência. E se há uma característica que todos aprendemos com o povo de Minas Gerais é justamente esta: fazer com o objetivo de fazer bem feito, para sempre. Juscelino Kubitsheck continua fazendo (boa) escola.

Ronaldo Knack
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