O biodiesel pode ser o "etanol deste ano” em popularidade. O mercado global para biodiesel está destinado a um crescimento explosivo nos próximos 10 anos.
Embora a produção evite as grandes refinarias necessárias para os
produtos de petróleo, o biodiesel depende da habilidade do setor
agrícola produzir cultivos suficientes usados como matéria-prima. Esta
dependência já está mudando a dinâmica tradicional dos...
O biodiesel pode ser o "etanol deste ano” em popularidade. O mercado
global para biodiesel está destinado a um crescimento explosivo nos
próximos 10 anos.
...embora a produção evite as grandes refinarias necessárias para os produtos de petróleo, o biodiesel depende da habilidade do setor agrícola produzir cultivos suficientes usados como matéria-prima. Esta dependência já está mudando a dinâmica tradicional dos...
O biodiesel pode ser o "etanol deste ano” na visão de Leigh Goering, gerente de portfólio para os fundos de recursos naturais da Chilton Companhia de Investimentos.
A atração para os investidores provém de vários desenvolvimentos. Os combustíveis alternativos como o biodiesel representam um ponto importante do plano do Presidente George W. Bush para tornar os EUA menos dependentes de petróleo importado.
A popularidade crescente dos investimentos em etanol foi uma das maiores histórias de commodities globais do ano passado e a administração Bush recentemente empenhou US$179 milhões do orçamento do ano fiscal de 2008 para a pesquisa em produção de etanol de uma variedade de fontes.
Uma pesquisa recente por uma empresa de energia sugere que o biodiesel logo poderá se juntar ao etanol como um dos combustíveis alternativos mais importantes, dizendo que o mercado global para biodiesel está destinado a um crescimento explosivo nos próximos 10 anos.
A pesquisa da Emerging Markets Online prediz que o combustível poderá representar até 20 % de todo o diesel de transporte usado no Brasil, Europa, China e Índia até 2020.
Embora a Europa represente atualmente aproximadamente 90% do consumo e produção global de biodiesel, os EUA estão aumentando a capacidade a uma taxa mais rápida que a Europa, enquanto espera-se que a produção brasileira ultrapasse ambos até 2015.
O biodiesel é um substituto direto de queima limpa para o diesel derivado de petróleo tradicional e é produzido de recursos renováveis como soja que podem ser cultivados domesticamente.
No EUA, a demanda está crescendo depressa. 70 usinas já estão se esforçando para cumprir com as exigências. O número de pontos de venda de biodiesel nos EUA subiu de 300 em 2005 para mais que 950 em 2006 e mais de 50 novas usinas de produção em grande escala estão em construção.
Toda essa atividade fez do biodiesel uma área-chave de investimentos para os gerentes de fundos e outros investidores. Eles têm investido no número crescente de usinas e refinarias, assim como dirigido uma atividade robusta de fusões e aquisições no setor.
Por exemplo, no ano passado a Goldman Sachs investiu mais de US$1,5 bilhão no mundo todo em energias alternativas e tecnologias limpas. Como parte deste esforço, o banco organizou US$217 milhões em financiamento de dívida para Northeast Biofuels. E o hedge fund da pequena companhia Alphagen Volantis de Gartmore, Reino Unido, aumentou recentemente sua aposta no produtor de biodiesel D1 Oils.
Troy Rillo, do Cornell Capital, diz que, do ponto de vista de um gerente de fundos, o biodiesel pode ser mais atraente que o etanol quando a oportunidade de investimentos está menos inflada. Ele acrescenta que sua empresa investiu em companhias que extraem gorduras do etanol, já que esta gordura pode ser usada na produção de biodiesel.
O biodiesel pode ser misturado ao diesel de petróleo. Pode ser usado em motores diesel com pouca ou nenhuma modificação, significando que a demanda é direcionada a veículos utilitários como caminhões, tratores e até mesmo barcos rebocadores. O biodiesel é biodegradável, não-tóxico, e essencialmente livre de enxofre e poluentes aromáticos.
De acordo com um estudo da EPA (Environmental Protection Agency, Agência de Proteção Ambiental dos EUA), queimar biodiesel ao invés do diesel de petróleo diminui as emissões de hidrocarboneto em quase 70% e as emissões de monóxido de carbono e partículas em até 50%.
No total, de acordo com a União de Cientistas Preocupados (Union of Concerned Scientists), a produção de biodiesel cria aproximadamente 95% a menos de resíduos tóxicos que a produção de diesel de petróleo, mas mais que o dobro da quantia de resíduos não-tóxicos.
Embora a produção evite as grandes refinarias necessárias para os produtos de petróleo, o biodiesel depende da habilidade do setor agrícola produzir cultivos suficientes usados como matéria-prima. Esta dependência já está mudando a dinâmica tradicional dos preços dos cultivos. Por exemplo, o Departamento de Agricultura norte-americano estima que cada 50 m de galões produzidos suba os preços da soja em 1%.
E o volume potencial de matéria-prima necessária é citado por muitos como uma possível barreira para a futura expansão do mercado. Uma recente estimativa ilustra o tamanho da tarefa, sugerindo que seria necessário plantar duas vezes a área de terra dos EUA com soja para biodiesel para atender toda a demanda do país para calefação e transporte.
Além destes desafios, alguns dizem que a falta de um padrão nacional para o biodiesel poderia impedir os esforços de fabricantes de automóveis produzirem veículos diesel capazes de funcionar com o combustível.
Porém, estas barreiras não deverão impedir o biodiesel de se tornar um grande negócio. Mas mesmo assim, há outros riscos, inclusive uma queda no preço do petróleo, algo que poderia tornar os biocombustíveis menos competitivos financeiramente. Os grandes produtores da Ásia já estão começando a se proteger contra preços de petróleo em queda e custos ascendentes de matéria-prima de biocombustível usando os mercados de derivativos.
Porém, tais táticas podem conter riscos significativos, de acordo com analistas. Os produtores podem se proteger usando derivados baseado em commodities como óleo de palma ou açúcar, assim como produtos finais como etanol e, além, claro, de óleo. Mas faltam atualmente no mercado instrumentos líquidos de controle de preços de biodiesel, por exemplo, deixando os agricultores com pouca experiência em derivativos financeiros cautelosos.
Por Anuj Gangahar em Nova Iorque
Fonte: Financial Times
...embora a produção evite as grandes refinarias necessárias para os produtos de petróleo, o biodiesel depende da habilidade do setor agrícola produzir cultivos suficientes usados como matéria-prima. Esta dependência já está mudando a dinâmica tradicional dos...
O biodiesel pode ser o "etanol deste ano” na visão de Leigh Goering, gerente de portfólio para os fundos de recursos naturais da Chilton Companhia de Investimentos.
A atração para os investidores provém de vários desenvolvimentos. Os combustíveis alternativos como o biodiesel representam um ponto importante do plano do Presidente George W. Bush para tornar os EUA menos dependentes de petróleo importado.
A popularidade crescente dos investimentos em etanol foi uma das maiores histórias de commodities globais do ano passado e a administração Bush recentemente empenhou US$179 milhões do orçamento do ano fiscal de 2008 para a pesquisa em produção de etanol de uma variedade de fontes.
Uma pesquisa recente por uma empresa de energia sugere que o biodiesel logo poderá se juntar ao etanol como um dos combustíveis alternativos mais importantes, dizendo que o mercado global para biodiesel está destinado a um crescimento explosivo nos próximos 10 anos.
A pesquisa da Emerging Markets Online prediz que o combustível poderá representar até 20 % de todo o diesel de transporte usado no Brasil, Europa, China e Índia até 2020.
Embora a Europa represente atualmente aproximadamente 90% do consumo e produção global de biodiesel, os EUA estão aumentando a capacidade a uma taxa mais rápida que a Europa, enquanto espera-se que a produção brasileira ultrapasse ambos até 2015.
O biodiesel é um substituto direto de queima limpa para o diesel derivado de petróleo tradicional e é produzido de recursos renováveis como soja que podem ser cultivados domesticamente.
No EUA, a demanda está crescendo depressa. 70 usinas já estão se esforçando para cumprir com as exigências. O número de pontos de venda de biodiesel nos EUA subiu de 300 em 2005 para mais que 950 em 2006 e mais de 50 novas usinas de produção em grande escala estão em construção.
Toda essa atividade fez do biodiesel uma área-chave de investimentos para os gerentes de fundos e outros investidores. Eles têm investido no número crescente de usinas e refinarias, assim como dirigido uma atividade robusta de fusões e aquisições no setor.
Por exemplo, no ano passado a Goldman Sachs investiu mais de US$1,5 bilhão no mundo todo em energias alternativas e tecnologias limpas. Como parte deste esforço, o banco organizou US$217 milhões em financiamento de dívida para Northeast Biofuels. E o hedge fund da pequena companhia Alphagen Volantis de Gartmore, Reino Unido, aumentou recentemente sua aposta no produtor de biodiesel D1 Oils.
Troy Rillo, do Cornell Capital, diz que, do ponto de vista de um gerente de fundos, o biodiesel pode ser mais atraente que o etanol quando a oportunidade de investimentos está menos inflada. Ele acrescenta que sua empresa investiu em companhias que extraem gorduras do etanol, já que esta gordura pode ser usada na produção de biodiesel.
O biodiesel pode ser misturado ao diesel de petróleo. Pode ser usado em motores diesel com pouca ou nenhuma modificação, significando que a demanda é direcionada a veículos utilitários como caminhões, tratores e até mesmo barcos rebocadores. O biodiesel é biodegradável, não-tóxico, e essencialmente livre de enxofre e poluentes aromáticos.
De acordo com um estudo da EPA (Environmental Protection Agency, Agência de Proteção Ambiental dos EUA), queimar biodiesel ao invés do diesel de petróleo diminui as emissões de hidrocarboneto em quase 70% e as emissões de monóxido de carbono e partículas em até 50%.
No total, de acordo com a União de Cientistas Preocupados (Union of Concerned Scientists), a produção de biodiesel cria aproximadamente 95% a menos de resíduos tóxicos que a produção de diesel de petróleo, mas mais que o dobro da quantia de resíduos não-tóxicos.
Embora a produção evite as grandes refinarias necessárias para os produtos de petróleo, o biodiesel depende da habilidade do setor agrícola produzir cultivos suficientes usados como matéria-prima. Esta dependência já está mudando a dinâmica tradicional dos preços dos cultivos. Por exemplo, o Departamento de Agricultura norte-americano estima que cada 50 m de galões produzidos suba os preços da soja em 1%.
E o volume potencial de matéria-prima necessária é citado por muitos como uma possível barreira para a futura expansão do mercado. Uma recente estimativa ilustra o tamanho da tarefa, sugerindo que seria necessário plantar duas vezes a área de terra dos EUA com soja para biodiesel para atender toda a demanda do país para calefação e transporte.
Além destes desafios, alguns dizem que a falta de um padrão nacional para o biodiesel poderia impedir os esforços de fabricantes de automóveis produzirem veículos diesel capazes de funcionar com o combustível.
Porém, estas barreiras não deverão impedir o biodiesel de se tornar um grande negócio. Mas mesmo assim, há outros riscos, inclusive uma queda no preço do petróleo, algo que poderia tornar os biocombustíveis menos competitivos financeiramente. Os grandes produtores da Ásia já estão começando a se proteger contra preços de petróleo em queda e custos ascendentes de matéria-prima de biocombustível usando os mercados de derivativos.
Porém, tais táticas podem conter riscos significativos, de acordo com analistas. Os produtores podem se proteger usando derivados baseado em commodities como óleo de palma ou açúcar, assim como produtos finais como etanol e, além, claro, de óleo. Mas faltam atualmente no mercado instrumentos líquidos de controle de preços de biodiesel, por exemplo, deixando os agricultores com pouca experiência em derivativos financeiros cautelosos.
Por Anuj Gangahar em Nova Iorque
Fonte: Financial Times