Cláudio Brisolara, da Federação da Agricultura, diz que País precisa explorar o potencial do produto com urgência.
Geração de divisas, vantagens ambientais, criação de empregos, valorização no mercado externo. Estes são apenas alguns dos motivos citados por Cláudio Brisolara, especialista em biodiesel, para afirmar que o Brasil precisa investir o mais rápido possível no produto. “As reservas de petróleo vão acabar dentro de aproximadamente 50 anos. O futuro do biodiesel está garantido e o Brasil precisa investir nisso com urgência”, destaca.
Integrante da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Brisolara esteve em Bauru ontem para participar de uma reunião entre a prefeitura e diversas entidades. O assunto em pauta foi o seminário nacional sobre biocombustíveis que será realizado na cidade entre julho e agosto deste ano, conforme divulgado pelo Jornal da Cidade na última semana.
Na opinião do secretário de Desenvolvimento Econômico de Bauru, Walace Sampaio, o evento será importante para “romper o círculo vicioso que impede o crescimento do setor agroindustrial na região, com o produtor aguardando uma indústria e contratos de compra que garantam sua produção, e a indústria esperando uma área plantada que assegure o fornecimento de matéria-prima”.
O secretário lembra que, por força de lei, está prevista para a partir de 2008 a adição de 2% de biodiesel em todo o diesel utilizado no País, subindo para 5% a partir de 2013.
Na avaliação de Brisolara, o governo federal está errado em direcionar suas políticas de incentivo primeiramente à agricultura familiar para, depois, investir em outros projetos como o do biodiesel.
“As duas coisas não são antagônicas; pelo contrário. O governo poderia investir nas duas coisas ao mesmo tempo. O governo está deixando de lado a agricultura comercial e isso tem atrasado os investimentos na região Sudeste, principalmente. Não queremos que o governo deixe de incentivar a agricultura familiar, e sim que faça as duas coisas. O Brasil não pode perder essa oportunidade”, diz Brisolara.
Recentemente, a Petrobras iniciou as operações da plataforma P-50, o que torna o Brasil auto-suficiente na produção de petróleo. Mas o País ainda importa diesel. Investindo na produção de biodiesel, que é um combustível renovável e não poluente, o Brasil pode alcançar a auto-suficiência também neste setor, segundo aponta o especialista da Faesp. Em 2004, por exemplo, o Brasil importou US$ 350 milhões em diesel.
“Além da vantagem da auto-suficiência, o Brasil também poderá exportar biodiesel, o que vai gerar divisas para o País. Outra vantagem é a ambiental, porque é um combustível menos poluente e é possível, inclusive, estabelecer projetos para conseguir créditos de carbono. É um mercado novo, ou seja, há muito a ser explorado e o biodiesel não concorre com nenhum outro produto”, observa.
Crescimento
De acordo com Brisolara, ao investir na produção de biodiesel o País vai fomentar o crescimento da agricultura e da agroindústria, o que resultará na geração de empregos e renda e vai dinamizar a economia brasileira. Ele aponta que o mundo todo está em busca de biocombustíveis, portanto, é de grande importância para o Brasil sair na frente de outros países na produção de biodiesel.
Entre os benefícios proporcionados pelo biodiesel está, ainda, a possibilidade do Brasil participar de mais projetos no Exterior. É cada vez maior o número de empresas que exigem selos ambientais para comprar produtos de outros países.
“ O Brasil tem um potencial agrícola fantástico e, no futuro, o biodiesel terá um destaque muito grande na matriz energética dos países. A região de Bauru tem condições fundiárias e logísticas maravilhosas para investir no biodiesel”, destaca Brisolara.
Maurício Lima Verde, vice-presidente da Faesp, observa que o apoio político à produção de biodiesel na cidade é imprescindível. “O investimento precisa ser casado, contemplando produtores e indústria. Temos uma vasta área na região que pode ser utilizada para a produção de matérias-primas como girassol, soja, mamona, entre outras. Mas o apoio do governo municipal é fundamental, porque o produtor precisa ter para quem vender, assim como a indústria precisa ter seus fornecedores”, salienta o idealizador do seminário nacional.
Entre as entidades que apóiam o evento sobre biodiesel estão o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Secretaria Municipal de Agricultura, Faesp e outras.
Patrícia Zamboni
Geração de divisas, vantagens ambientais, criação de empregos, valorização no mercado externo. Estes são apenas alguns dos motivos citados por Cláudio Brisolara, especialista em biodiesel, para afirmar que o Brasil precisa investir o mais rápido possível no produto. “As reservas de petróleo vão acabar dentro de aproximadamente 50 anos. O futuro do biodiesel está garantido e o Brasil precisa investir nisso com urgência”, destaca.
Integrante da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Brisolara esteve em Bauru ontem para participar de uma reunião entre a prefeitura e diversas entidades. O assunto em pauta foi o seminário nacional sobre biocombustíveis que será realizado na cidade entre julho e agosto deste ano, conforme divulgado pelo Jornal da Cidade na última semana.
Na opinião do secretário de Desenvolvimento Econômico de Bauru, Walace Sampaio, o evento será importante para “romper o círculo vicioso que impede o crescimento do setor agroindustrial na região, com o produtor aguardando uma indústria e contratos de compra que garantam sua produção, e a indústria esperando uma área plantada que assegure o fornecimento de matéria-prima”.
O secretário lembra que, por força de lei, está prevista para a partir de 2008 a adição de 2% de biodiesel em todo o diesel utilizado no País, subindo para 5% a partir de 2013.
Na avaliação de Brisolara, o governo federal está errado em direcionar suas políticas de incentivo primeiramente à agricultura familiar para, depois, investir em outros projetos como o do biodiesel.
“As duas coisas não são antagônicas; pelo contrário. O governo poderia investir nas duas coisas ao mesmo tempo. O governo está deixando de lado a agricultura comercial e isso tem atrasado os investimentos na região Sudeste, principalmente. Não queremos que o governo deixe de incentivar a agricultura familiar, e sim que faça as duas coisas. O Brasil não pode perder essa oportunidade”, diz Brisolara.
Recentemente, a Petrobras iniciou as operações da plataforma P-50, o que torna o Brasil auto-suficiente na produção de petróleo. Mas o País ainda importa diesel. Investindo na produção de biodiesel, que é um combustível renovável e não poluente, o Brasil pode alcançar a auto-suficiência também neste setor, segundo aponta o especialista da Faesp. Em 2004, por exemplo, o Brasil importou US$ 350 milhões em diesel.
“Além da vantagem da auto-suficiência, o Brasil também poderá exportar biodiesel, o que vai gerar divisas para o País. Outra vantagem é a ambiental, porque é um combustível menos poluente e é possível, inclusive, estabelecer projetos para conseguir créditos de carbono. É um mercado novo, ou seja, há muito a ser explorado e o biodiesel não concorre com nenhum outro produto”, observa.
Crescimento
De acordo com Brisolara, ao investir na produção de biodiesel o País vai fomentar o crescimento da agricultura e da agroindústria, o que resultará na geração de empregos e renda e vai dinamizar a economia brasileira. Ele aponta que o mundo todo está em busca de biocombustíveis, portanto, é de grande importância para o Brasil sair na frente de outros países na produção de biodiesel.
Entre os benefícios proporcionados pelo biodiesel está, ainda, a possibilidade do Brasil participar de mais projetos no Exterior. É cada vez maior o número de empresas que exigem selos ambientais para comprar produtos de outros países.
“ O Brasil tem um potencial agrícola fantástico e, no futuro, o biodiesel terá um destaque muito grande na matriz energética dos países. A região de Bauru tem condições fundiárias e logísticas maravilhosas para investir no biodiesel”, destaca Brisolara.
Maurício Lima Verde, vice-presidente da Faesp, observa que o apoio político à produção de biodiesel na cidade é imprescindível. “O investimento precisa ser casado, contemplando produtores e indústria. Temos uma vasta área na região que pode ser utilizada para a produção de matérias-primas como girassol, soja, mamona, entre outras. Mas o apoio do governo municipal é fundamental, porque o produtor precisa ter para quem vender, assim como a indústria precisa ter seus fornecedores”, salienta o idealizador do seminário nacional.
Entre as entidades que apóiam o evento sobre biodiesel estão o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Secretaria Municipal de Agricultura, Faesp e outras.
Patrícia Zamboni