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Biodiesel: Óleo movimenta indústrias na região

O produto que tem feito os empresários voltarem sua atenção para Goiás é o biodiesel, um combustível biodegradável, derivado de fontes renováveis, obtido através da mamona e soja, matéria-prima abundante no Estado.
Diário da Manhã - Goiânia/GO 3 min de leitura
O produto que tem feito os empresários voltarem sua atenção para Goiás é o biodiesel, um combustível biodegradável, derivado de fontes renováveis, obtido através da industrialização de oleaginosas como semente da mamona e soja, matéria-prima abundante no Estado. É recente a adição desses óleos no diesel mineral. Instalada em Anápolis, a Granol produz cerca de 300 metros cúbicos de biodiesel por dia.

Gerente da filial, Paulo Donato diz que a indústria já trabalha com capacidade ociosa. Segundo Ridoval, a produção deve se expandir nos próximos dois ou três anos, mas seu mercado não está consolidado como o do álcool. Existem cinco projetos aprovados na área. “A Bionasa, indústria de biodiesel, está em construção em Porangatu.”

Outra indústria com projetos na área é a Caramuru. No início do ano, o BNDES aprovou um proposta de financiamento de R$ 42,8 milhões para a empresa. Os recursos serão destinados à construção de uma unidade industrial para a produção de biodiesel, utilizando o óleo de soja como insumo principal. A assessoria de imprensa da empresa afirmou que o grupo não se pronunciará sobre novos investimentos, mas o projeto inicial era colocar a unidade em funcionamento em 2007.

Arantes alerta para a necessidade do biodiesel não ficar dependente apenas da soja. O valor da saca da oleaginosa este ano ficou cerca de 30% abaixo do patamar. Ele argumenta que a retomada dos preços pode inviabilizar a produção. Donato aponta outro gargalo, a necessidade de equalizar a questão tributária. Atualmente, para exportar soja há isenção de impostos. Já para industrializar o produto são cobrados todos os tributos. “É uma concorrência desleal”, afirma o gerente.

Membro do Comitê do Biodiesel em Goiás, Carlos César de Queiroz lamenta que os principais incentivos para a fabricação do produto vá para a região nordestina, visto que no Estado o clima e o solo favorecem a produção abundante de matéria-prima. Ele vê com otimismo a possibilidade de pequenos produtores entrarem no processo de produção do biocombustível. “Apesar de a produção ainda não se dar em larga escala, o importante a se ressaltar é a mudança de uma matriz esgotável e poluente para uma renovável e limpa.”

Igor Montenegro destaca que os biocombustíveis, em relação aos combustíveis fósseis, têm vantagens econômicas, sociais e ambientais. “Há a redução de gases poluentes, gera uma melhor distribuição de renda e ainda gera divisas.”
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