A conquista resulta de uma conjugação de fatores que incluem a proximidade da
matéria-prima do biodiesel - a soja - e a garantia de continuidade do
fluxo de abastecimento na quantidade exigida, a localização geográfica
da cidade e as ações políticas desenvolvidas...
Rondonópolis se consolida cada vez mais como pólo industrial. A gigante Archer Daniels Midland Company, conhecida internacionalmente pela sigla ADM, acaba de oficializar seu plano de investir US$ 35 milhões para a implantação naquela cidade da maior planta industrial do mundo destinada à produção de biodisel.
O cronograma da ADM estipula que a fábrica entrará em operação do final do primeiro semestre de 2007, com capacidade para produção anual de 180 mil toneladas de biocombustível.
O município de Rondonópolis é a principal praça industrial da ADM no Brasil, mas isoladamente nem essa condição seria suficientemente capaz de definir o local da implantação da fábrica, que também era cogitada e disputada por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, que a exemplo de Mato Grosso são estados produtores de soja.
Portanto, a conquista de Rondonópolis não acontece por acaso. Ela resulta de uma conjugação de fatores que incluem a proximidade da matéria-prima do biodiesel - a soja - e a garantia de continuidade do fluxo de abastecimento na quantidade exigida, a localização geográfica da cidade e as ações políticas desenvolvidas pelo prefeito Adilton Sachetti para facilitar a implantação da fábrica.
O tento lavrado por Rondonópolis junto a ADM proporcionará benefícios diretos ao município, mas não apenas a ele, pois os reflexos econômicos se estenderão à região e a Mato Grosso como um todo. Portanto, essa é uma conquista mato-grossense e como tal merece ser comemorada por todos.
A produção de biodiesel em Rondonópolis abre o caminho para Mato Grosso se inserir ao programa nacional de adição de biocombustível ao óleo diesel, em cumprimento do Tratado de Kyoto, do qual o Brasil é signatário. A mistura desses combustíveis reduzirá a carga poluente e consequentemente o índice de lançamento de metais pesados na atmosfera.
Além do apelo ambiental, a transformação da soja em combustível para a frota veicular a diesel cria nova fonte de utilização dessa leguminosa e abre novos horizontes para a agricultura que ora se encontra seriamente abalada pelas injunções do câmbio e pela falta de uma política agrícola consistente.
Rondonópolis avança na industrialização. A cidade que é sede de grandes esmagadoras e refinadoras de soja, de frigoríficos, misturadoras de adubos, e que se encontra a um passo do início das atividades da Santana Têxtil - o segundo grupo nacional produtor de tecido índigo -, agora também se prepara para a vertente do biodiesel à base vegetal. Essa verticalização da produção gera riquezas, promove desenvolvimento e se traduz em peça-chave para espantar o fantasma do desemprego que ronda o Brasil.
"É uma conquista mato-grossense e como tal merece ser comemorada por todos"
Editorial Diáro de Cuiabá
Rondonópolis se consolida cada vez mais como pólo industrial. A gigante Archer Daniels Midland Company, conhecida internacionalmente pela sigla ADM, acaba de oficializar seu plano de investir US$ 35 milhões para a implantação naquela cidade da maior planta industrial do mundo destinada à produção de biodisel.
O cronograma da ADM estipula que a fábrica entrará em operação do final do primeiro semestre de 2007, com capacidade para produção anual de 180 mil toneladas de biocombustível.
O município de Rondonópolis é a principal praça industrial da ADM no Brasil, mas isoladamente nem essa condição seria suficientemente capaz de definir o local da implantação da fábrica, que também era cogitada e disputada por Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná, que a exemplo de Mato Grosso são estados produtores de soja.
Portanto, a conquista de Rondonópolis não acontece por acaso. Ela resulta de uma conjugação de fatores que incluem a proximidade da matéria-prima do biodiesel - a soja - e a garantia de continuidade do fluxo de abastecimento na quantidade exigida, a localização geográfica da cidade e as ações políticas desenvolvidas pelo prefeito Adilton Sachetti para facilitar a implantação da fábrica.
O tento lavrado por Rondonópolis junto a ADM proporcionará benefícios diretos ao município, mas não apenas a ele, pois os reflexos econômicos se estenderão à região e a Mato Grosso como um todo. Portanto, essa é uma conquista mato-grossense e como tal merece ser comemorada por todos.
A produção de biodiesel em Rondonópolis abre o caminho para Mato Grosso se inserir ao programa nacional de adição de biocombustível ao óleo diesel, em cumprimento do Tratado de Kyoto, do qual o Brasil é signatário. A mistura desses combustíveis reduzirá a carga poluente e consequentemente o índice de lançamento de metais pesados na atmosfera.
Além do apelo ambiental, a transformação da soja em combustível para a frota veicular a diesel cria nova fonte de utilização dessa leguminosa e abre novos horizontes para a agricultura que ora se encontra seriamente abalada pelas injunções do câmbio e pela falta de uma política agrícola consistente.
Rondonópolis avança na industrialização. A cidade que é sede de grandes esmagadoras e refinadoras de soja, de frigoríficos, misturadoras de adubos, e que se encontra a um passo do início das atividades da Santana Têxtil - o segundo grupo nacional produtor de tecido índigo -, agora também se prepara para a vertente do biodiesel à base vegetal. Essa verticalização da produção gera riquezas, promove desenvolvimento e se traduz em peça-chave para espantar o fantasma do desemprego que ronda o Brasil.
"É uma conquista mato-grossense e como tal merece ser comemorada por todos"
Editorial Diáro de Cuiabá