Decantado como uma das grandes alternativas para reduzir a dependência do País dos combustíveis fósseis, o programa brasileiro do biodiesel tem o futuro ameaçado pela tesoura do Ministério da Fazenda. O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvio Crestana, revelou que negocia com o Tesouro Nacional... a liberação de pelo menos uma parte dos R$ 3 bilhões dos Fundos Setoriais, contingenciados desde 1997 para atender a meta do superávit primário.
Dos recursos, segundo Crestana, depende o projeto de criação do Centro Brasileiro de Agroenergia, que tem por objetivo pesquisar novas tecnologias de biodiesel e fomentar a criação dos chamados agroclusters – arranjos produtivos agrícolas com vocações específicas para determinadas matérias-primas. O Centro, segundo o executivo, será instalado em Brasília, como forma de facilitar a coordenação de suas atividades com as demais instâncias decisórias do governo.
Além da pesquisa de novas tecnologias de biodiesel, deverá sediar a pesquisa de novas espécies de cana para plantio e novas tecnologias para melhoria do solo. Tais estudos, segundo Crestana, também contribuirão para aumentar a produtividade da lavoura brasileira de cana-de-açúcar.
Pelos cálculos do governo, só para atender o mercado interno, serão necessários mais 10 milhões de hectares de área plantada até 2010. Incluindo-se o mercado externo, que deverá ser ampliado com a flexibilização dos subsídios europeus, a expectativa é de que sejam necessários outros 20 milhões de novos hectares de lavoura.
"Esse aumento é fundamental para a ampliação da fronteira da cana do país", revela Crestana. "Há um total de 40 milhões de hectares disponíveis, na região do Cerrado, cuja produtividade pode ser ampliada. A esses 40 milhões, outros 90 milhões de hectares podem ser aproveitados em outras regiões que ainda não produzem açúcar. Ou seja, temos condições de ampliar a fronteira da cana-de-açúcar sem comprometer a Amazônia Legal.
A liberação do orçamento para o projeto do novo Centro depende de uma intrincada negociação com técnicos do Ministério da Fazenda. Um acordo firmado anteriormente pelo Ministério de Ciência e Tecnologia com técnicos da pasta de Guido Mantega determinou a liberação de 60% dos recursos contingenciados pelo fundo setorial. O problema é que foram liberados apenas 40% do total. Para este ano e o próximo, por exemplo, só R$ 10 milhões estão disponíveis para o projeto da Embrapa.
A legislação eleitoral impede, no entanto, a liberação de verbas em um período inferior até três meses antes da eleição. Por isso, a liberação dos recursos precisa ocorrer até o fim deste mês. Crestana participou na última semana dos debates do 7º Michelin Challenge Bibendum, promovido nos arredores de Paris pela empresa francesa Michelin.
Ricardo Rego Monteiro
Gazeta Mercantil
Dos recursos, segundo Crestana, depende o projeto de criação do Centro Brasileiro de Agroenergia, que tem por objetivo pesquisar novas tecnologias de biodiesel e fomentar a criação dos chamados agroclusters – arranjos produtivos agrícolas com vocações específicas para determinadas matérias-primas. O Centro, segundo o executivo, será instalado em Brasília, como forma de facilitar a coordenação de suas atividades com as demais instâncias decisórias do governo.
Além da pesquisa de novas tecnologias de biodiesel, deverá sediar a pesquisa de novas espécies de cana para plantio e novas tecnologias para melhoria do solo. Tais estudos, segundo Crestana, também contribuirão para aumentar a produtividade da lavoura brasileira de cana-de-açúcar.
Pelos cálculos do governo, só para atender o mercado interno, serão necessários mais 10 milhões de hectares de área plantada até 2010. Incluindo-se o mercado externo, que deverá ser ampliado com a flexibilização dos subsídios europeus, a expectativa é de que sejam necessários outros 20 milhões de novos hectares de lavoura.
"Esse aumento é fundamental para a ampliação da fronteira da cana do país", revela Crestana. "Há um total de 40 milhões de hectares disponíveis, na região do Cerrado, cuja produtividade pode ser ampliada. A esses 40 milhões, outros 90 milhões de hectares podem ser aproveitados em outras regiões que ainda não produzem açúcar. Ou seja, temos condições de ampliar a fronteira da cana-de-açúcar sem comprometer a Amazônia Legal.
A liberação do orçamento para o projeto do novo Centro depende de uma intrincada negociação com técnicos do Ministério da Fazenda. Um acordo firmado anteriormente pelo Ministério de Ciência e Tecnologia com técnicos da pasta de Guido Mantega determinou a liberação de 60% dos recursos contingenciados pelo fundo setorial. O problema é que foram liberados apenas 40% do total. Para este ano e o próximo, por exemplo, só R$ 10 milhões estão disponíveis para o projeto da Embrapa.
A legislação eleitoral impede, no entanto, a liberação de verbas em um período inferior até três meses antes da eleição. Por isso, a liberação dos recursos precisa ocorrer até o fim deste mês. Crestana participou na última semana dos debates do 7º Michelin Challenge Bibendum, promovido nos arredores de Paris pela empresa francesa Michelin.
Ricardo Rego Monteiro
Gazeta Mercantil