"O uso de matérias-primas produzidas pela agricultura para fins energéticos veio para ficar", afirma Márcio Nappo, coordenador de economia da Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). O economista vai ministrar a palestra principal da XXVIII Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil, que acontece em Uberaba (MG), nos dias 1º e 2 de agosto, na Casa do Folclore. O tema da palestra é "Perspectivas da soja na matriz energética mundial, ameaças e oportunidades". Para ele, a agricultura energética deve ser vista como um importante elemento na solução de vários problemas contemporâneos, como redução da poluição atmosférica e do êxodo rural através da geração de empregos e renda no campo.
A polêmica fica por conta da idéia de se utilizar alimentos para produzir combustíveis. Nappo desmistifica a questão: "os óleos vegetais, que são a matéria-prima para a produção do biodiesel, são produzidos conjuntamente com os farelos protéicos no processamento dos grãos oleaginosos". Além disso, o uso de óleos vegetais para a produção de biodiesel deve contribuir para a estabilidade da oferta mundial de grãos oleaginosos e para o seu aumento de forma sustentada. Com a crescente demanda mundial por farelos protéicos para produção de rações para a indústria de aves e suínos, a demanda por óleos vegetais para uso alimentar dente a crescer a uma taxa bem menor. "Num cenário futuro, sem biodiesel, haveria um excesso de oferta de óleos vegetais, o que levaria a uma depressão nos preços para baixo dos níveis históricos, com conseqüências negativas para todo o setor, incluindo a produção agrícola".
Márcio Nappo deve apresentar em sua palestra o cenário brasileiro na Agricultura Energética. Ele afirma que o país possui condições de suprir as necessidades de soja para a produção do biodiesel, "basta lembrar que o Brasil deve exportar este ano mais de 25 milhões de toneladas de soja in natura, que se fossem processadas internamente, gerariam uma produção adicional de cerca de 4,7 milhões de toneladas de óleo de soja". Segundo o economista, este volume é mais de quatro vezes maior do que o que necessário em janeiro de 2008 para o programa B2, que espera atingir uma produção de 1 bilhão de litros de biodiesel por ano.
Sobre os riscos de o Brasil se tornar um mar de soja impulsionado pela produção do biocombistível, ele lembra que a origem da monocultura no país está ligada à questão do protecionismo agrícola dos países ricos. "Esses países tendem a importar apenas matérias-primas dos países em desenvolvimento, impondo fortes tarifas e barreiras à importação de produtos com maior valor agregado, restando ao produtor expandir a área plantada para manter sua renda ao invés de diversificar a produção", explica.
A palestra "Perspectivas da soja na matriz energética mundial, ameaças e oportunidades", com o consultor de economia da Abiove, Márcio Nappo, acontece no dia 02 de agosto.
- Mais informações podem ser obtidas no site do evento www.cnpso.embrapa.br/rpsrcb.
A polêmica fica por conta da idéia de se utilizar alimentos para produzir combustíveis. Nappo desmistifica a questão: "os óleos vegetais, que são a matéria-prima para a produção do biodiesel, são produzidos conjuntamente com os farelos protéicos no processamento dos grãos oleaginosos". Além disso, o uso de óleos vegetais para a produção de biodiesel deve contribuir para a estabilidade da oferta mundial de grãos oleaginosos e para o seu aumento de forma sustentada. Com a crescente demanda mundial por farelos protéicos para produção de rações para a indústria de aves e suínos, a demanda por óleos vegetais para uso alimentar dente a crescer a uma taxa bem menor. "Num cenário futuro, sem biodiesel, haveria um excesso de oferta de óleos vegetais, o que levaria a uma depressão nos preços para baixo dos níveis históricos, com conseqüências negativas para todo o setor, incluindo a produção agrícola".
Márcio Nappo deve apresentar em sua palestra o cenário brasileiro na Agricultura Energética. Ele afirma que o país possui condições de suprir as necessidades de soja para a produção do biodiesel, "basta lembrar que o Brasil deve exportar este ano mais de 25 milhões de toneladas de soja in natura, que se fossem processadas internamente, gerariam uma produção adicional de cerca de 4,7 milhões de toneladas de óleo de soja". Segundo o economista, este volume é mais de quatro vezes maior do que o que necessário em janeiro de 2008 para o programa B2, que espera atingir uma produção de 1 bilhão de litros de biodiesel por ano.
Sobre os riscos de o Brasil se tornar um mar de soja impulsionado pela produção do biocombistível, ele lembra que a origem da monocultura no país está ligada à questão do protecionismo agrícola dos países ricos. "Esses países tendem a importar apenas matérias-primas dos países em desenvolvimento, impondo fortes tarifas e barreiras à importação de produtos com maior valor agregado, restando ao produtor expandir a área plantada para manter sua renda ao invés de diversificar a produção", explica.
A palestra "Perspectivas da soja na matriz energética mundial, ameaças e oportunidades", com o consultor de economia da Abiove, Márcio Nappo, acontece no dia 02 de agosto.
- Mais informações podem ser obtidas no site do evento www.cnpso.embrapa.br/rpsrcb.