A convite da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), órgão vinculado ao Ministério das Relações Exteriores, o pesquisador e diretor do Centro de Metrologia Química do IPT, Antonio Bonomi, participou do seminário Biofuel Production and its Regulatory and Economic Frameworks em Kingston - Jamaica, nos dias 7 e 8 de agosto.
Organizado pela Embaixada do Brasil na Jamaica, com colaboração da empresa The Petroleum Corporation of Jamaica, o seminário focou as estratégias implementadas no Brasil relativas à produção de biodiesel e seus aspectos econômicos e regulatórios.
Durante os dois dias do evento, especialistas brasileiros e jamaicanos abordaram as questões sobre a produção, pesquisa e desenvolvimento do biodiesel no Brasil e sua potencial produção na Jamaica, investimentos em energia agrícola e ainda aspectos econômicos, políticos e sociais do mercado brasileiro.
O evento vem ao encontro da política brasileira que busca expandir o mercado de biodiesel e de etanol, reforçando a importância desses produtos como fontes alternativas de energia aos combustíveis fósseis.
Para que os biocombustíveis tenham projeção global e, portanto, viabilidade econômica, é necessário que sejam reconhecidos internacionalmente e, neste caso, a Jamaica já é uma porta para o mercado norte americano de etanol.
Este evento é um esforço do governo brasileiro em ampliar o mercado para estes produtos, incorporarando novos usuários e atores. Esta cooperação, ainda no que se refere ao etanol, interessa a ambos os países. Quanto ao IPT, foi uma oportunidade de divulgar seus trabalhos desenvolvidos na área dos biocombustíveis. Ao Instituto ccoube abordar as questões relativas à qualidade, área em que temos um bom domínio, já desenvolvemos trabalhos junto à Secretaria da Fazenda de São Paulo e à ANP - Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, fazendo testes de qualidade. Fora isso, há ainda um grande número de clientes particulares que nos procuram. Portanto, eventos como este ajudam a divulgar o nome da instituição tanto no contexto nacional quanto no internacional, analisou Bonomi.
Neste contexto, cabe lembrar os projetos de pesquisa desenvolvidos pela equipe do Laboratório de Energia Térmica, Motores, Combustíveis e Emissões do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas do IPT com biodiesel e outras fontes de energia.
Embora o resultado das discussões, obtido até o momento entre os dois países, encontre-se em um estágio incipiente, essa aproximação com a Jamaica está diretamente ligada à produção do álcool brasileiro, pois parte dela é exportada para aquele país.
Lá é transformado de hidratado (concentrações entre 7% a 8% de água) em anidro (concentrações de água próximas a zero) por meio da tecnologia de peneiras moleculares, o que permite misturá-lo à gasolina, sendo reexportado para o mercado norte-americano com isenções alfandegárias.
Outro fator a ser considerado é a política de governo, que busca maior aproximação regional com os países latino-americanos. Além disso, para o governo brasileiro, o biodiesel é um caminho possível.
Já existem contatos neste sentido com países como, por exemplo, Costa Rica, Colômbia e Paraguai. Acredito afirmou Bonomi que para o Brasil não haverá ganhos tecnológicos de imediato, o mais importante neste momento é a expansão do mercado e, futuramente, a venda de serviços.
Organizado pela Embaixada do Brasil na Jamaica, com colaboração da empresa The Petroleum Corporation of Jamaica, o seminário focou as estratégias implementadas no Brasil relativas à produção de biodiesel e seus aspectos econômicos e regulatórios.
Durante os dois dias do evento, especialistas brasileiros e jamaicanos abordaram as questões sobre a produção, pesquisa e desenvolvimento do biodiesel no Brasil e sua potencial produção na Jamaica, investimentos em energia agrícola e ainda aspectos econômicos, políticos e sociais do mercado brasileiro.
O evento vem ao encontro da política brasileira que busca expandir o mercado de biodiesel e de etanol, reforçando a importância desses produtos como fontes alternativas de energia aos combustíveis fósseis.
Para que os biocombustíveis tenham projeção global e, portanto, viabilidade econômica, é necessário que sejam reconhecidos internacionalmente e, neste caso, a Jamaica já é uma porta para o mercado norte americano de etanol.
Este evento é um esforço do governo brasileiro em ampliar o mercado para estes produtos, incorporarando novos usuários e atores. Esta cooperação, ainda no que se refere ao etanol, interessa a ambos os países. Quanto ao IPT, foi uma oportunidade de divulgar seus trabalhos desenvolvidos na área dos biocombustíveis. Ao Instituto ccoube abordar as questões relativas à qualidade, área em que temos um bom domínio, já desenvolvemos trabalhos junto à Secretaria da Fazenda de São Paulo e à ANP - Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, fazendo testes de qualidade. Fora isso, há ainda um grande número de clientes particulares que nos procuram. Portanto, eventos como este ajudam a divulgar o nome da instituição tanto no contexto nacional quanto no internacional, analisou Bonomi.
Neste contexto, cabe lembrar os projetos de pesquisa desenvolvidos pela equipe do Laboratório de Energia Térmica, Motores, Combustíveis e Emissões do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas do IPT com biodiesel e outras fontes de energia.
Embora o resultado das discussões, obtido até o momento entre os dois países, encontre-se em um estágio incipiente, essa aproximação com a Jamaica está diretamente ligada à produção do álcool brasileiro, pois parte dela é exportada para aquele país.
Lá é transformado de hidratado (concentrações entre 7% a 8% de água) em anidro (concentrações de água próximas a zero) por meio da tecnologia de peneiras moleculares, o que permite misturá-lo à gasolina, sendo reexportado para o mercado norte-americano com isenções alfandegárias.
Outro fator a ser considerado é a política de governo, que busca maior aproximação regional com os países latino-americanos. Além disso, para o governo brasileiro, o biodiesel é um caminho possível.
Já existem contatos neste sentido com países como, por exemplo, Costa Rica, Colômbia e Paraguai. Acredito afirmou Bonomi que para o Brasil não haverá ganhos tecnológicos de imediato, o mais importante neste momento é a expansão do mercado e, futuramente, a venda de serviços.