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Baiana IBR também construirá usina

A planta, localizada no complexo do Centro Industrial de Aratu, já está em fase de pré-operação e terá capacidade inicial de produzir 24 milhões de litros de combustível.
Valor Online 3 min de leitura
A empresa baiana IBR, que até o ano passado atuava na fabricação de resinas de poliéster, está investindo R$ 9 milhões na construção de uma usina de biodiesel em Candeias, a 44 quilômetros de Salvador. A IBR acaba de receber autorização de operação da Agência Nacional do Petróleo (ANP). É a primeira empresa do Estado - um dos que tem o maior número de projetos conhecidos de produção de biocombustível no país - a obter a outorga.

A planta, localizada no complexo do Centro Industrial de Aratu, já está em fase de pré-operação e terá capacidade inicial de produzir 24 milhões de litros de combustível. A empresa pretende participar do próximo leilão da Petrobras, previsto para ocorrer até o fim do ano, mas também negocia com distribuidores de combustível, diz Hilton Lima, diretor-executivo da fábrica.

A usina vai produzir biodiesel a partir da mamona e da soja, com proporção de 50% para cada uma, mas o projeto também prevê o aproveitamento de sebo animal. A depender da demanda de mercado e da disponibilidade da matéria-prima, afirma o diretor, pretende ainda incluir o dendê como base da linha de produção.

Paralelamente, a IBR está desenvolvendo um projeto experimental de cultivo de pinhão-manso em Jacobina, a 358 quilômetros de Salvador. Foram plantados 10 hectares da oleaginosa, que tem sido estudada em parceria com a Embrapa. A produtividade do pinhão-manso é de 4 a 5 toneladas por hectare, e a da mamona, de até 1 tonelada "quando bem plantada", afirma Lima.

A visibilidade e a expansão do mercado de biodiesel no Brasil atraíram a IBR, afirma o diretor. Até o início do projeto da usina, a empresa, nascida em 1997, fabricava resinas de poliéster insaturado, utilizadas, entre outros fins, para a fabricação de caixas d´água, telhas e banheiras. Essa operação foi vendida em janeiro do ano passado para a Reichold do Brasil. Da origem na indústria química, a empresa baiana IBR manteve uma produção de componentes para calçados.

O projeto da planta de biodiesel já prevê expansão para o fim do ano que vem ou início de 2008, o que poderá elevar a produção para 60 milhões de litros anuais. A ampliação deverá consumir pelo menos mais R$ 20 milhões. Até o fim da década, a IBR pretende produzir 100 milhões de litros de biocombustível por ano e elevar o faturamento para R$ 200 milhões.

Patrick Cruz
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