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Aspen inicia venda de biodiesel para 200 postos

A Aspen Combustíveis anunciou na semana passada o início da distribuição, em postos de bandeira branca de Ribeirão Preto e região, da chamada mistura B-2.
Gazeta Mercantil 3 min de leitura
 A Aspen Combustíveis anunciou na semana passada o início da distribuição, em postos de bandeira branca de Ribeirão Preto e região, da chamada mistura B-2, ou seja, biodiesel misturado ao diesel de petróleo na proporção de 2%. Empresa com base própria de distribuição de combustível em Paulínia, a Aspen é uma das primeiras independentes no Estado de São Paulo a distribuir biodiesel.

O volume, por enquanto, é pequeno. São distribuídos mensalmente 300 mil litros de B-2 para 200 postos em São Paulo e Mato Grosso, o que representa 6 mil litros de biodiesel puro por mês. A Aspen, no entanto, espera dobrar o volume distribuído no período de três meses. A empresa se antecipou à determinação da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que regulamenta a obrigatoriedade do acréscimo de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo a partir de 2008, e em junho iniciou a operação com o combustível alternativo.

Segundo a Aspen, o biodiesel é produzido pela Fertibon, de Catanduva, uma das oito credenciadas da ANP a produzir o combustível. A Fertibon possui centenas de amostras de biodiesel etílico (que usa álcool em seu processo de produção) de diversas oleaginosas, como nabo, girassol, soja, algodão, pequi, canola, macaúba, babaçu, mamona, amendoim, linhaça, gergelim, nabo forrageiro, buriti, castanha-do-pará, semente de maracujá, andiroba e manteiga de cupuaçu, além de sebo animal.Para crescer, a Aspen investe no aumento da armazenagem do produto e em novos misturadores. Quanto ao carregamento, a empresa já usa o sistema automatizado, que permite maior controle do produto final. Segundo o gerente comercial da Aspen Combustíveis, Wonei Nardari, a empresa possui laboratório próprio para a análise dos produtos. "É feita a conferência de cada lote de combustíveis na chegada em Paulínia para a certificação de qualidade. Se o biodiesel não estiver em conformidade, o produto é rejeitado", afirma. "Na saída, também é recolhida uma amostra como forma de garantir a qualidade de produto", acrescenta Nardari.

Recentemente, a presidente da BR Distribuidora, da Petrobras, Maria das Graças Foster, informou a este jornal que, até dezembro de 2007, todos os 7 mil postos da BR já comercializarão óleo diesel com 2% de biodiesel. A Ipiranga Distribuidora também anunciou que vai entrar na onda do biodiesel e marcou para entre setembro e outubro a estréia do combustível em seus postos, quase dois anos antes de se tornar obrigatório, seguindo o caminho de concorrentes como BR Distribuidora, AleSat e Shell.

Por meio de uma portaria publicada no início deste ano, o governo fixou duas metas para inserção do produto no mercado brasileiro. Até 2008 sua mistura ao diesel fóssil se tornará obrigatória na proporção de 2%. Para 2013 foi fixada uma meta de 5% de mistura.
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