Relatório divulgado pelo USDA na semana passada traz projeções para algumas das principais matérias-primas do setor de biocombustíveis.
BiodieselBR.com ··4 min de leitura
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De acordo com um relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla original) na semana passada suas projeções para algumas das principais commodities alimentares e biocombustíveis ao longo da próxima década. Segundo a agência do governo norte-americano, o óleo de soja deverá manter sua posição como principal matéria-prima para o biodiesel em diversos mercados chave ao redor do mundo.
De acordo com um relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla original) na semana passada suas projeções para algumas das principais commodities alimentares e biocombustíveis ao longo da próxima década. Segundo a agência do governo norte-americano, o óleo de soja deverá manter sua posição como principal matéria-prima para o biodiesel em diversos mercados chave ao redor do mundo.
O Brasil está entre os países que irão usar mais óleo de soja na fabricação do biodiesel. Embora uma maior destinação de óleo para o mercado interno tenda a afetar as exportações do produto, a perspectiva de aumento das áreas de cultivo da oleaginosa no país ajudará a compensar a equação. O USDA vê os embarques de óleo de soja brasileiros em cerca de 600 mil toneladas.
Hoje, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), as exportações da commodity são de 1,2 milhão de toneladas.
Trata-se de um crescimento substancial, mas nada comparável ao que o USDA projeta para a Argentina. Beneficiado por um tratamento tributário que incentiva a exportação dos derivados da oleaginosa em detrimento do grão, o país sul-americano deve remeter ao mercado externo 5,8 milhões de toneladas em 2024/25 – aumento de 34% em cima do volume previsto para ser embarcado em 2015/16.
Assim como o Brasil, a Argentina e os Estados Unidos também devem injetar mais óleo de soja para abastecer suas indústrias de biodiesel.
No caso argentino, esse “desvio” resultará num crescimento um pouco mais contido das exportações de óleo, o que, por sua vez, permitirá um incremento moderado das exportações norte-americanas, já que o país sul-americano configura-se como um dos seus principais concorrentes neste mercado.
Já o volume de óleo de soja empregado pelos EUA em sua produção de biodiesel é previsto pelo USDA para crescer 12,5% ao longo da década. A aplicação, que em 2014/15 alcançou 2,16 milhões de toneladas de óleo passará a ser de 2,43 milhões de toneladas em 2024/25, apoiando a produção de mais de 2,6 milhões de m³ de biodiesel por ano a partir de 2020.
Biocombustíveis Também é resguardada à Argentina, Brasil e EUA a perspectiva de se tornarem os maiores exportadores mundiais de biocombustíveis, sendo o biodiesel o carro-chefe das comercializações do primeiro país ao exterior e o etanol produzido à base de cana (Brasil) e de milho (EUA) no caso dos demais.
Embora o documento do USDA aponte para um crescimento constante das exportações argentinas e brasileiras, é aventada a possibilidade desses países fazerem um maior uso doméstico de biocombustíveis, o que pode limitar o volume a ser destinado ao mercado externo.
Europa A União Europeia, por sua vez, deverá continuar sendo o maior importador mundial de biocombustíveis até 2024, com o biodiesel representando a maioria dos desembarques ao bloco. Apesar disso, os países do bloco devem continuar a expandir sua produção de biodiesel, mas num ritmo mais lento que nos últimos anos.
Ainda de acordo com o documento, visando a abastecer sua indústria de biodiesel, a UE irá importar oleaginosas e óleos vegetais – principalmente da Ucrânia, Rússia e Indonésia.
A íntegra do relatório do USDA (em inglês) pode ser acessado clicando aqui.
Cátia Franco – BiodieselBR.com Com informações Ethanol Producer Magazine e USDA