Guerra tem impacto limitado no suprimento do Brasil, diz MME
O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou um comunicado nesta terça-feira (10) avaliando como “limitada” a exposição direta do Brasil ao conflito no Oriente Médio, até o momento.
A pasta informou que houve a “intensificação das ações de monitoramento das cadeias de suprimentos globais de derivados de petróleo e da logística do abastecimento de combustíveis, além dos preços desses itens da pauta comercial".
Diante do cenário de guerra, a pasta afirma que também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país.
"Desde o final de fevereiro, as equipes técnicas do MME reforçaram o trabalho de observação e análise diária dos fluxos logísticos nacionais e internacionais de petróleo, gás natural e combustíveis", acrescentou, em nota.
A atuação envolve desde o acompanhamento da evolução dos cenários nacional e internacional e apuração dos reflexos sobre a logística setorial e sobre o abastecimento de combustíveis no território brasileiro, segundo o MME.
"Até o momento, apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores das importações brasileiras de derivados de petróleo é relativamente pequena", avalia.
Apesar disso, a pasta destaca que iniciou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que acompanha diariamente as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.
O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país, em linha com as melhores práticas de governança já adotadas pelo MME em situações geopolíticas semelhantes.
"O monitoramento constante do contexto internacional tem grande relevância, exatamente por afetar os fluxos logísticos e por gerar volatilidade nos preços globais de petróleo e derivados", conclui o Ministério de Minas e Energia, no comunicado.
Marcia Bessa Martins – Último Segundo