Os biocombustíveis têm um belo futuro pela frente. Essa é a conclusão que se chega quando analisadas as projeções elaboradas pela equipe da Britsh Petroleum (BP) para a edição mais recente do BP Energy Outlook – relatório no qual a megapetroleira britânica delineia seus cenários de longo prazo para a indústria mundial de energia. Publicado na semana passada, a versão 2018 do documento aponta que o consumo mundial de biocombustíveis deve crescer aproximadamente 60,2% entre 2020 e 2040.
Os biocombustíveis têm um belo futuro pela frente. Essa é a conclusão que se chega quando analisadas as projeções elaboradas pela equipe da Britsh Petroleum (BP) para a edição mais recente do BP Energy Outlook – relatório no qual a megapetroleira britânica delineia seus cenários de longo prazo para a indústria mundial de energia. Publicado na semana passada, a versão 2018 do documento aponta que o consumo mundial de biocombustíveis deve crescer aproximadamente 60,2% entre 2020 e 2040.
Atualmente, a demanda por biocombustíveis (na verdade um agregado de biocombustíveis, hidrogênio e combustíveis fabricados a partir das tecnologias gás para líquidos e carvão para líquidos) está próxima a 131 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (toe) ao ano. A expectativa é que a demanda anual chegue a 211 milhões de toe até o final do período acompanhado.
Embora não seja mais o combustível de maior crescimento – a campeã é a eletricidade, que dará um salto de 250% –, os biocombustíveis manterão sua posição de vice-liderança no mix de energias consumidas pelo setor de transportes. Até 2040, o gás natural virá em terceiro lugar com 154 milhões de toe e a eletricidade ocupará a lanterna com 136 milhões de toe.
O grupo dos biocombustíveis representará 6,6% do mercado ao final do período. Um avanço de dois pontos percentuais sobre sua fatia atual,
Petróleo cai
Mas a maior novidade do relatório vem do petróleo que, finalmente, deve começar a perder mercado para os concorrentes do ponto de vista absoluto.
Segundo o relatório, o consumo de combustíveis fósseis vai atingir seu teto em 2035 quando serão utilizados 2.783 milhões de toe. Depois disso ele deve recuar 2,9% chegando a 2040 com 2.702 milhões de toe em demanda.
Em parte, essa mudança se explica por transformações tecnológicas com os veículos híbridos e puramente elétricos ganhando tração a partir da década de 2030. Atualmente, eles representam cerca de 0,5% da frota mundial, mas devem somar cerca de 324 milhões de unidades dentro de mais 20 anos atingindo a marca de 16,4% do total.
Além da eletrificação, os motores também devem ficar muito mais econômicos, mais do que dobrando o número de quilômetros que rodam para cada litro de combustível – ou biocombustível – consumido. Um carro médio fabricado nos Estados Unidos que, em 2016, atingia 14,4 km/l chegara em 2040 atingindo a performance de 34,4 km/l.
A desaceleração do consumo de produtos petrolíferos no mercado de transportes é um dos pontos chave para o futuro dessa fonte de energia. A BP espera que a atividade de prospecção por novas fontes de óleo cru se estabilize a partir da década de 2030.
A íntegra do relatório pode ser baixada clicando aqui (em inglês).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Os biocombustíveis têm um belo futuro pela frente. Essa é a conclusão que se chega quando analisadas as projeções elaboradas pela equipe da Britsh Petroleum (BP) para a edição mais recente do BP Energy Outlook – relatório no qual a megapetroleira britânica delineia seus cenários de longo prazo para a indústria mundial de energia. Publicado na semana passada, a versão 2018 do documento aponta que o consumo mundial de biocombustíveis deve crescer aproximadamente 60,2% entre 2020 e 2040.
Atualmente, a demanda por biocombustíveis (na verdade um agregado de biocombustíveis, hidrogênio e combustíveis fabricados a partir das tecnologias gás para líquidos e carvão para líquidos) está próxima a 131 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (toe) ao ano. A expectativa é que a demanda anual chegue a 211 milhões de toe até o final do período acompanhado.
Embora não seja mais o combustível de maior crescimento – a campeã é a eletricidade, que dará um salto de 250% –, os biocombustíveis manterão sua posição de vice-liderança no mix de energias consumidas pelo setor de transportes. Até 2040, o gás natural virá em terceiro lugar com 154 milhões de toe e a eletricidade ocupará a lanterna com 136 milhões de toe.
O grupo dos biocombustíveis representará 6,6% do mercado ao final do período. Um avanço de dois pontos percentuais sobre sua fatia atual,
Petróleo cai
Mas a maior novidade do relatório vem do petróleo que, finalmente, deve começar a perder mercado para os concorrentes do ponto de vista absoluto.
Segundo o relatório, o consumo de combustíveis fósseis vai atingir seu teto em 2035 quando serão utilizados 2.783 milhões de toe. Depois disso ele deve recuar 2,9% chegando a 2040 com 2.702 milhões de toe em demanda.
Em parte, essa mudança se explica por transformações tecnológicas com os veículos híbridos e puramente elétricos ganhando tração a partir da década de 2030. Atualmente, eles representam cerca de 0,5% da frota mundial, mas devem somar cerca de 324 milhões de unidades dentro de mais 20 anos atingindo a marca de 16,4% do total.
Além da eletrificação, os motores também devem ficar muito mais econômicos, mais do que dobrando o número de quilômetros que rodam para cada litro de combustível – ou biocombustível – consumido. Um carro médio fabricado nos Estados Unidos que, em 2016, atingia 14,4 km/l chegara em 2040 atingindo a performance de 34,4 km/l.
A desaceleração do consumo de produtos petrolíferos no mercado de transportes é um dos pontos chave para o futuro dessa fonte de energia. A BP espera que a atividade de prospecção por novas fontes de óleo cru se estabilize a partir da década de 2030.
A íntegra do relatório pode ser baixada clicando aqui (em inglês).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com