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REG e ExxonMobil pretendem desenvolver biodiesel de 2ª geração

O maior fabricante de biodiesel dos EUA e a petroleira ExxonMobil fecharam acordo para o chegar a uma rota de biodiesel a partir da celulose.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Não é só a indústria de etanol que está de olho no potencial da celulose como fonte de biocombustíveis de 2ª geração. Ontem (26), o Renewable Energy Group (REG) – maior fabricante de biodiesel dos Estados Unidos com capacidade instalada para 1,63 bilhões de litros por ano – e a petroleira ExxonMobil anunciaram um acordo para o desenvolvimento de uma rota de produção de biodiesel a partir da celulose de resíduos agrícolas.

REGExxon 270116 copy Não é só a indústria de etanol que está de olho no potencial da celulose como fonte de biocombustíveis de 2ª geração. Ontem (26), o Renewable Energy Group (REG) – maior fabricante de biodiesel dos Estados Unidos com capacidade instalada para 1,63 bilhões de litros por ano – e a petroleira ExxonMobil anunciaram um acordo para o desenvolvimento de uma rota de produção de biodiesel a partir da celulose de resíduos agrícolas.

Quimicamente falando, a celulose é um tipo de açúcar que forma boa parte das paredes celulares das plantas – compondo cerca de 33% da biomassa dos vegetais. Só que, como sua molécula é muito longa, ela não se presta aos processos tradicionais de fermentação e tem sido deixada praticamente de lado. A principal promessa das chamadas tecnologias ligadas aos biocombustíveis de 2ª geração está justamente em encontrar formas de fabricar biocombustíveis e outras substâncias de valor comercial a partir desse material.

Normalmente quem investe na área tem o etanol em vista, mas o esforço atual é para a produção de biodiesel. A ideia é usar os açúcares celulósicos para alimentar microrganismos capazes de convertê-lo num tipo de diesel renovável.

LS9

Se a descrição do processo soa, de alguma maneira, familiar é porque ela é mesmo. Há pouco mais de dois anos, a REG adquiriu a LS9 uma startup norte-americana do ramo de biotecnologia que atuava precisamente com essa meta e chegou a ter atuação aqui no Brasil.

Seu maior feito foi desenvolver uma versão geneticamente modificada do E. coli capaz de converter açúcares num tipo de biodiesel a partir de um processo de fermentação similar ao utilizado na produção de etanol comum.

"A REG tem uma longa história de inovação na produção de biocombustíveis avançados de matérias-primas residuais de baixo carbono”, disse o vice-presidente da REG, Eric Bowen, ao comemorar o acordo que para ele permitirá “revolucionar a produção de biocombustíveis avançados”.

O maior desafio à frente dessa iniciativa está em trabalhar em condições reais de produção. Durante o processo de quebra da celulose formam-se tipos diferentes de açúcares bem como contaminantes que podem inibir o processo de fermentação. “Nosso primeiro desafio é determinação a viabilidade técnica durante a pesquisa inicial. Se os resultados forem positivos, vamos dar o próximo passo e explorar os possíveis ganhos de escala”, afirma
Vijay Swarup, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da ExxonMobil.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da assessoria da REG
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