Será realizado estudo para que a unidade passe por um retrofit e se torne a primeira biorrefinaria do país
A Riograndense pode vir a se tornar a primeira biorrefinaria do país. Segundo uma nota que foi divulgada pela Petrobras, nesta segunda-feira (06) a refinaria foi bem-sucedida num ciclo de testes durante o qual sua unidade de craqueamento catalítico (FCC) processou exclusivamente matérias-primas de origem renovável. De acordo com o presidente da petroleira, Jean Paul Prates, os resultados obtidos vão balizar um estudo para que seja feito um retrofit da unidade para que ela possa passar a fabricar bioprodutos.
Estão na mira da estatal a produção de bio-GLP, óleos renováveis leves e pesados, biopropeno e bioaromáticos (benzeno, tolueno e xileno). Além de seu uso no mercado de combustíveis, os produtos obtidos também são usados nas indústrias da borracha sintética, nylon e PVC. Segundo a petroleira, a partir das correntes de hidrocarbonetos obtidas seria possível formular gasolinas de alto desempenho e baixo teor de enxofre.
Os testes foram iniciados na última semana de outubro quando a FCC fez uma parada para manutenção que a preparou a mudança na matéria-prima. Entre os dias 01 e 06 de novembro, a unidade operou com uma carga de 100% óleo de soja. Foram usadas 2 mil toneladas de óleo de soja.
A Riograndense pode vir a se tornar a primeira biorrefinaria do país. Segundo uma nota que foi divulgada pela Petrobras, nesta segunda-feira (06) a refinaria foi bem-sucedida num ciclo de testes durante o qual sua unidade de craqueamento catalítico (FCC) processou exclusivamente matérias-primas de origem renovável. De acordo com o presidente da petroleira, Jean Paul Prates, os resultados obtidos vão balizar um estudo para que seja feito um retrofit da unidade para que ela possa passar a fabricar bioprodutos.
Estão na mira da estatal a produção de bio-GLP, óleos renováveis leves e pesados, biopropeno e bioaromáticos (benzeno, tolueno e xileno). Além de seu uso no mercado de combustíveis, os produtos obtidos também são usados nas indústrias da borracha sintética, nylon e PVC. Segundo a petroleira, a partir das correntes de hidrocarbonetos obtidas seria possível formular gasolinas de alto desempenho e baixo teor de enxofre.
Os testes foram iniciados na última semana de outubro quando a FCC fez uma parada para manutenção que a preparou a mudança na matéria-prima. Entre os dias 01 e 06 de novembro, a unidade operou com uma carga de 100% óleo de soja. Foram usadas 2 mil toneladas de óleo de soja.
A tecnologia que permitiu isso foi desenvolvida no Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação (Cenpes) da Petrobras. Os catalisadores utilizados foram desenvolvidos por uma parceria entre a petroleira nacional e a Ketjen.
Conversão
Essa não é a primeira vez que Petrobras fala sobre seus planos de converter a unidade de refino localizada no município de Rio Grande (RS). No final de maio passado os controladores da planta – que incluem a própria Petrobras, a Braskem e o Grupo Ultra – já haviam sinalizado a intensão de investir R$ 45 milhões no projeto.
Esses recursos vão custar as ações de pesquisa e desenvolvimento necessárias.
Uma segunda rodada de testes está agendada para junho do próximo ano quando a empresa vai coprocessar correntes de petróleo misturadas à óleo renovável produzido pela pirólise de biomassa. Os testes realizados na refinaria gaúcha também ajudarão a Petrobras a avaliar novas oportunidades de negócios para suas outras refinarias.
A Refinaria Riograndense tem capacidade para processar até 2,7 mil m³ de petróleo por dia. Os testes, contudo, foram feitos apenas unidade de craqueamento que tem capacidade para processar 541 m³ diários, o que – pelos padrões adotados para o
setor de biodiesel – equivaleria a 195 mil m³ anuais em capacidade de oferta de bioprodutos.
Além deste investimento na Riograndense, a Petrobras também vem investindo para agregar capacidade de coprocessamento em várias de suas refinarias de petróleo e tem planos para instalar uma biorrefinaria dedicada à produção de diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF).
Em suas redes sociais, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, comemorou os resultados obtidos. “Isso é a prova de que a Petrobras não é só discurso quanto a transição energética. Nós estamos de volta à vanguarda de uma transição gradual, responsável e inclusiva, pois óleo vegetal em refinarias é demanda para o setor agrícola nacional, pequenos e grandes produtores”, disse.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com