Bioquerosene

Brasil aprova oferta de novo tipo de querosene de aviação no Brasil


Poder 360 - 22 out 2021 - 11:08

A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) informou, nesta 5ª feira (21), que autorizou o início da comercialização de um novo tipo de querosene de aviação no Brasil, o JET-A. A introdução do combustível, usado na maior parte do mundo, viabilizará o aumento da oferta no país, que até hoje só utilizava o QAV1 (ou JET-A1).

Segundo a agência, o objetivo é possibilitar a redução de custos para companhias de aviação e, por extensão, de preços de passagens aéreas com essa maior oferta de querosene.

O secretário de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, afirma que a medida, discutida há 3 anos, é um importante passo para o fim do monopólio natural da Petrobras no setor.

Hoje, a estatal é a única responsável tanto pela produção e refino do querosene de aviação quanto pela importação do produto. Como a maior parte da produção mundial é de JET-A, e não de QAV, não havia interesse de importadoras entrarem no negócio.

“O JET-A1, que é um combustível premium, de altíssima qualidade, não é muito adequado para o mercado brasileiro porque é para regiões muito frias. O mundo inteiro utiliza o normal, o chamado JET-A, que é um pouco mais barato e mais abundante para rota de importação”, disse Glanzmann, acrescentando que o produto virá, principalmente, do Golfo do México, mas também do Golfo Pérsico.

Como o Poder360 mostrou, a escalada dos preços do querosene de aviação, decorrente da valorização do barril do petróleo no mercado internacional, tem travado a retomada do setor aéreo brasileiro. A previsão é que as passagens aéreas fiquem pressionadas até o segundo trimestre de 2022.

Em nota, a ANP afirmou que o, com a nova resolução, serão introduzidos também ainda dois novos querosenes de aviação alternativos, aprovados em 2020 pela American Society for Testing and Materials (ASTM) International, que poderão ser utilizados em misturas com querosenes fósseis, ampliando a relação de bioquerosenes e outros alternativos regulamentados pela agência desde 2019.

Rafaella Barros – Poder 360