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Bicombustíveis avançam na aviação


BiodieselBR.com - 29 mar 2011 - 07:02 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:16

O uso de biocombustíveis na aviação tem andado em voga desde a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, onde foi assinado um acordo de parceria com o governo brasileiro para o desenvolvimento nessa área. Mas não é só aqui no Brasil que o tema anda ganhando terreno. Foi divulgado na semana passada o estudo “Powering the Future of Flight” (“Energizando o Futuro do Voo” numa tradução literal) realizado pelo Air Transport Action Group (ATAG) que acompanha os progressos obtidos por projetos de pesquisa em biocombustíveis de aviação.

A ATAG é uma associação global que representa os interesses de todos os setores ligados à indústria da aviação. O documento produzido pela organização resenha os avanços que vêm sendo registrados em diversos projetos independentes, incluindo a tentativa de produzir biocombustível a partir de lixo doméstico financiada pelo Reino Unido e o esforço de colaboração entre o setor de aviação e centros de pesquisa para obter biocombustíveis de algas.

Segundo o diretor executivo da ATAG,Paul Steele, o simples fato do setor estar encarando com seriedade a busca por alternativas ao petróleo já é um avanço significativo. “Há poucos anos a ideia de usar biocombustíveis para voar seria simplesmente descartada”, diz acrescentando que já está provado que é possível atingir todos os padrões técnicos de qualidade e segurança. “O desafio agora é assegurar uma fonte de energia confiável, sustentável e economicamente viável”, completa.

Baixe a íntegra do estudo Powering the future of flight

Consórcio
Em 22 de março a fabricante de aviões Boeing e o grupo suíço EPFL anunciaram o lançamento do Consórcio de Biomassa Sustentável, iniciativa que pretende simplificar e baratear os custos de certificação da biomassa usada na produção de biocombustível para aviação. O projeto faz parte da Roundtable on Sustainable Biofuels (RSB), iniciativa mais abrangente de certificação de biocombustíveis iniciada pela EPFL.

O novo consórcio pretende trabalhar junto com organizações ambientalistas, governos e empresas para alinhar as exigências e regulamentações regionais para a produção de biomassa ao mesmo tempo em que amplia as capacidades de verificação e rastreabilidade das matérias-primas usadas na produção de biocombustíveis.

“Com o crescimento das pressões ambientais sobre o setor de aviação, ter regras mais harmônicas para o desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis é crucial”, avalia o vice-presidente de políticas ambientais e de aviação da Boeing, Billy Glover.

Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com