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CooperRiachão: Reestreia da macaúba no Selo

A macaúba é uma das grandes promessas no horizonte do Selo. A CooperRiachão vem se esforçando para tentar tornar esse potencial realidade.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A macaúba é mais uma das matérias-primas que poderia revolucionar a indústria de biodiesel por sua elevada produtividade. Nativa do Brasil – onde ocorre naturalmente em toda a Região Centro-Oeste e Minas Gerais –, essa palmeira tem produtividade comparável à da palma-de-óleo. Hoje, no entanto, a macaúba não é comercialmente cultivada, sendo explorada apenas em projetos de extrativismo.

Essa é a quarta parte de nossa série de cinco reportagens especiais sobre o Selo Social.

A macaúba é mais uma das matérias-primas que poderia revolucionar a indústria de biodiesel por sua elevada produtividade. Nativa do Brasil – onde ocorre naturalmente em toda a Região Centro-Oeste e Minas Gerais –, essa palmeira tem produtividade comparável à da palma-de-óleo. Hoje, no entanto, a macaúba não é comercialmente cultivada, sendo explorada apenas em projetos de extrativismo.

É o caso da CooperRiachão que vem explorando maciços naturais no norte de Minas Gerais desde 1995. Segundo seu diretor administrativo, João Elias Fonseca, a macaúba surgiu como uma opção quando eles estavam em busca de opções para impedir que a produção irrigada de feijão degradasse o Rio Riachão. “A gente fez uma mobilização em defesa do rio e descobrimos que a macaúba seria uma alternativa”, conta.

Desde então, a associação vem trabalhando para colocar no mercado as cerca de duas toneladas de óleo que seus 400 associados produzem mensalmente apenas coletando o que a natureza produz. Trabalho que nem sempre é fácil no varejo. “Vender no varejo demora muito tempo e não temos capital de giro para fazer isso”, explica João Elias. Acontece que os associados da CooperRiachão não podem se dar ao luxo de ficar esperando por pagamento porque sua renda é muito limitada. “Eles têm alguma criação de porcos e de galinhas e muitos são aposentados, mas os valores que eles recebem por mês não é alto. Então a sobrevivência deles depende [da macaúba]”, prossegue o diretor.

É aí que o Selo Social entra. No final do ano passado, a cooperativa fechou contrato que prevê a venda do óleo produzido por seus associados para a usina de Montes Claros da PBio. Na verdade, trata-se de uma reestreia como fornecedora para o biodiesel. Entre 2012, a cooperativa chegou a ter uma parceria com a Fertibom.

Com as vendas garantidas, a CooperRiachão pensa em ampliar a produção. Tanto investindo em maquinários mais eficaz na extração do óleo quanto no investimento de macaúba plantada – a associação está com 56 hectares prontos para receber mudas para iniciar sua primeira lavoura organizada. Além do novo contrato, João Elias ressalta a importância da macaúba ter sido incluída entre as culturas que contam com garantia de preço mínimo no final de 2014. “Se o preço de mercado fica abaixo desse valor estabelecido pela Conab, o governo federal nos dá uma subvenção”, conta acrescentando que graças à essas duas mudanças já dá para sentir uma nova onda de entusiasmo entre os associados.

“Eles estão bem contentes e com uma expectativa grande”, arremata.

Esta é uma série em cinco reportagens. O capítulo anterior pode ser acessado aqui e, depois de publicados, todos os capítulos estarão disponíveis aqui. Nessa segunda-feira leia sobre a atuação da BSBios para fomentar a produção de canola entre produtores familiares do Rio Grande do Sul.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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