A usina da Camera na cidade de Ijuí (RS) acaba de ser excluída do rol de empresas detentoras do Selo Combustível Social. O aviso com o cancelamento foi publicado nesta sexta-feira (31) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
A usina da Camera na cidade de Ijuí (RS) acaba de ser excluída do rol de empresas detentoras do Selo Combustível Social. O aviso com o cancelamento foi publicado nesta sexta-feira (31) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Embora essa seja uma das maiores usinas do pais em capacidade instalada – com 234 milhões de litros de biodiesel por ano, ela ocupa a 7ª posição no ranking dos fabricantes –, a verdade é que a mudança praticamente não terá impacto sobre o mercado porque a planta está sem funcionar desde agosto do ano passado.
Apesar da perda, as usinas detentoras do Selo Social ainda correspondem a 91,3% da capacidade total de oferta do setor.
Crise
Financeiramente, a Camera vem passando por maus bocados desde o final de 2013 quando anunciou que ficaria fora o mercado de biodiesel por, pelo menos, seis meses. Em maio, ela voltou a fabricar biodiesel, embora em volumes bem abaixo do que ela vinha fazendo em anos anteriores.
Em setembro de 2014, a companhia entrou com um pedido de recuperação judicial e anunciou que iniciaria um processo de reestruturação para focar novamente em seu core business como cerealista e que poderia, inclusive, vender seus ativos na área de biodiesel.
Em junho, a empresa arrendou para a Copenor uma fábrica de metilato de sódio que havia construído em parceria com a DuPont.
Sem a Camera, a capacidade anual de produção de biodiesel das usinas com selo cai para 6,85 bilhões de litros. Enquanto as usinas sem selo e com registro especial na Receita Federal somam 587 milhões de litros.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
A usina da Camera na cidade de Ijuí (RS) acaba de ser excluída do rol de empresas detentoras do Selo Combustível Social. O aviso com o cancelamento foi publicado nesta sexta-feira (31) pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
Embora essa seja uma das maiores usinas do pais em capacidade instalada – com 234 milhões de litros de biodiesel por ano, ela ocupa a 7ª posição no ranking dos fabricantes –, a verdade é que a mudança praticamente não terá impacto sobre o mercado porque a planta está sem funcionar desde agosto do ano passado.
Apesar da perda, as usinas detentoras do Selo Social ainda correspondem a 91,3% da capacidade total de oferta do setor.
Crise
Financeiramente, a Camera vem passando por maus bocados desde o final de 2013 quando anunciou que ficaria fora o mercado de biodiesel por, pelo menos, seis meses. Em maio, ela voltou a fabricar biodiesel, embora em volumes bem abaixo do que ela vinha fazendo em anos anteriores.
Em setembro de 2014, a companhia entrou com um pedido de recuperação judicial e anunciou que iniciaria um processo de reestruturação para focar novamente em seu core business como cerealista e que poderia, inclusive, vender seus ativos na área de biodiesel.
Em junho, a empresa arrendou para a Copenor uma fábrica de metilato de sódio que havia construído em parceria com a DuPont.
Sem a Camera, a capacidade anual de produção de biodiesel das usinas com selo cai para 6,85 bilhões de litros. Enquanto as usinas sem selo e com registro especial na Receita Federal somam 587 milhões de litros.
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com