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Cátia Franco, de São Paulo
Embora esteja longe de perder a coroa de matéria-prima mais importante para a cadeia produtiva do biodiesel, o óleo de soja perdeu fôlego ao longo de 2013. A oleaginosa registrou sua menor participação desde o lançamento do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), ficando com 74,03%.
Dos 2,9 bilhões de litros de biodiesel utilizados no ano passado, 2,16 bilhões de litros foram produzidos a partir do óleo de soja, de acordo com os dados fornecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ainda assim, em termos absolutos a indústria absorveu cerca de 125 milhões de litros de óleo de soja a mais do que em 2012, quando a produção a partir dessa matéria-prima foi de 2,03 bilhões de litros.
A soja vinha perdendo participação de forma sistemática desde julho, quando o uso da matéria-prima na fabricação do biodiesel atingiu o pico do ano: 81,3% de aplicação na indústria. Em dezembro, a fatia do óleo de soja nesse mercado ficou reduzida a 68,5%.
A perda de 12,8 pontos percentuais acumulada nos últimos cinco meses do ano pela soja foi quase integralmente transferida para o sebo, cujo crescimento no mesmo período foi de 11,2 p.p. A gordura de origem bovina encerrou 2013 com 20,4% do mercado, crescimento superior a um terço em relação aos números de 2012.
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Repetição
A queda registrada pelo óleo de soja no mix de matérias-primas do biodiesel não é algo inédito. A tendência de retração já vem se mantendo desde 2010, ano em que a soja computou sua maior participação abocanhando quase 82,17% do mercado.Na contramão, o sebo vem ampliando sua contribuição. Nos últimos cinco anos, cresceu 5,65%, enquanto o óleo de soja perdeu 8,14% no mesmo período.
Outra matéria-prima que também não teve um dos seus melhores desempenhos em 2013 foi o óleo de caroço de algodão. Embora tenha se mantido no terceiro lugar do ranking, essa oleaginosa perdeu mais da metade de sua participação no mercado, respondendo por apenas 2,1% das matérias-primas utilizadas para biodiesel. Em 2012, o óleo de algodão detinha uma fatia de 4,7% do mercado.

