RANKING - Brasil pode ficar em 3º

De acordo com as estatísticas já divulgadas e tendências de mercado, o Brasil pode ter sido o terceiro maior produtor de biodiesel em 2010. O ganho de uma posição no ranking se deve ao início da mistura obrigatória de 5% em janeiro. Na Argentina, que também subiu uma posição, a produção aumentou 58% em relação a 2009, estimulada principalmente pelo B5 e B7. Ao contrário dos principais países produtores, os Estados Unidos tiveram queda na produção em razão do fim do subsídio de um dólar por galão e às restrições para exportar o produto para o mercado europeu. Para 2011 a tendência no Brasil é que a discussão sobre o novo marco regulatório se intensifique, mas um aumento de mistura é pouco provável.


AVIAÇÃO - Menos emissões em 2011

Os biocombustíveis devem chegar à aviação comercial ainda em 2011. As companhias aéreas estão engajadas na meta de reduzir emissões. Isso porque já em 2012 elas terão que pagar pela poluição que emitem. Produzidos à base de algas, pinhão-manso ou camelina, os biocombustíveis para a aviação serão utilizados numa mistura de 50% com o querosene de origem fóssil. A Associação Internacional do Transporte Aéreo espera que esses combustíveis recebam certificação já no primeiro trimestre de 2011. No Brasil, a TAM, a Brasil Ecodiesel e a Curcas também estão engajadas numa parceria para a produção integrada de bioquerosene. A fabricante de aviões Air Bus deverá apoiar o projeto.


EUA - Subsídio de volta

O presidente Obama sancionou em dezembro o Pacto de Incentivos Tributários, Seguro Desemprego e Incentivo de Criação de Emprego. A lei estende para 2011 o incentivo fiscal de um dólar por galão para misturas de biodiesel e tem efeito retroativo para 2010. Essa foi uma vitória da indústria nacional de biodiesel, que ao longo de todo o ano passado pressionou o Legislativo e o Executivo para restituir o subsídio, alegando prejuízos, paralisações de unidades e perdas de postos de trabalho. O crédito fiscal foi extinto em 31 de dezembro de 2009 e gerou retração da atividade. Com a restituição do incentivo, a expectativa é que o país aumente a produção e a exportação do combustível.