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Giro pelo mundo: Austrália, Alemanha e Argentina

Giro pelo mundo:
AUSTRÁLIA - Barreiras aos EUA
ALEMANHA - Sem crescimento
ARGENTINA - Franca expansão

Edição de Dez 2010 2 min de leitura


AUSTRÁLIA - Barreiras aos EUA

Primeiro foi a União Européia. Agora é a vez da Austrália impor tarifas antidumping ao biodiesel americano. Depois que a associação de produtores no país comprovou a prática desleal de comércio exterior, com preços abaixo do custo de produção, o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteira decidiu aplicar uma taxa de 40% sobre as importações americanas do biocombustível. A alíquota reflete o tamanho das margens de dumping e subsídios, o nível dos preços das importações e o impacto sobre a indústria australiana. Até o final do ano o departamento deverá apresentar um relatório ao Ministério de Assuntos Internos para decidir se a tarifa será mantida ou revogada.


ALEMANHA - Sem crescimento

A indústria de biodiesel na Alemanha não tem sido capaz de se beneficiar da retomada econômica da União Européia. Mudanças na tributação e o aumento no preço das matérias-primas encareceram a produção, resultando no encolhimento do mercado. A indústria tem se consolidado à força e operado com 50% de ociosidade. Mesmo com o aumento de 5% para 7% da mistura de biodiesel no diesel desde fevereiro de 2009 e com o aumento do consumo de diesel, puxado pelo aquecimento da economia, não foi possível engordar as vendas. Segundo a União para a Promoção de Plantas Oleaginosas e de Proteína (Ufop, na sigla em alemão), a previsão é que o país consuma 2,87 bilhões de litros de biodiesel em 2010, praticamente o mesmo volume do ano passado.


ARGENTINA - Franca expansão

Apesar dos problemas com a introdução do B7 na Argentina, a produção de biodiesel vai quase dobrar em relação ao ano passado, passando de 1,36 bilhão para 2,27 bilhões de litros. A previsão é da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio (AABH). O país já é o principal exportador do produto. Este ano os embarques devem crescer 36%, chegando a 1,7 bilhão de litros e faturamento de US$ 1,3 bilhão. Com a nova demanda interna, o consumo local este ano vai passar de 568 milhões de litros. Em 2011, quando está prevista a entrada do B10, a produção para o mercado doméstico chegará a 1,25 bilhão de litros.
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