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Giro pelo mundo: mistura Argentina, Colômbia e crise nos EUA

Giro pelo mundo
Edição de Ago / Set de 2010 3 min de leitura


MISTURA - B7 e B10 na Argentina

A suspensão das exportações de soja da Argentina para a China criou o ambiente ideal para que o país aumentasse o uso de biodiesel em sua matriz energética. Os argentinos anteciparam a adição de 7% de biodiesel no diesel para agosto deste ano. E já confirmaram o B10 para o fim do ano. O aumento deverá garantir que a indústria argentina aproveite o excedente de óleo gerado pela suspensão. Com o B7, a Argentina passará de um consumo anual de biodiesel de 852 milhões de litros para 1,19 bilhão de litros. Esse volume é praticamente igual ao que o país importa atualmente em diesel. A antecipação do B7 foi bem recebida pelas usinas, mas gerou críticas da indústria automobilística, que quer mais tempo para definir questões técnicas de adaptação dos motores à nova mistura.


EXPANSÃO - Colômbia começa a utilizar o B10

Os postos de combustíveis de 12 dos 32 estados da Colômbia passaram a ofertar B10 no último dia 15 de julho. O aumento do percentual de adição do biodiesel ao diesel foi determinado pelo governo. Atualmente o país comercializa quatro diferentes teores de biodiesel no diesel: B10, B8, B7 e B5. A Federação de Biocombustíveis da Colômbia estima que a nova demanda irá exigir 130 mil hectares de palma, a metade dos 260 mil hectares dessa cultura implantados no país. Em 2009 o país produziu cerca de 200 milhões de litros de biodiesel. No entanto, as sete usinas colombianas de biodiesel têm capacidade para produzir até 586 milhões de litros. O teor de biodiesel no diesel não deve ficar limitado a 10%. Um decreto de 2007 estipula que os veículos do país terão que estar preparados para receber B20 a partir de 2012.


CRISE - Sem subsídio nos EUA

Não foi desta vez que os produtores de biodiesel dos Estados Unidos conseguiram reaver o subsídio de US$ 1 por galão de combustível. A iniciativa havia sido aprovada no Congresso americano no início de junho, mas acabou rejeitada pelo Senado menos de um mês depois. O restabelecimento da medida não está descartado e pode ser reapresentado aos parlamentares a qualquer momento. O problema é que enquanto isso o setor de biodiesel reclama que está perdendo dinheiro e tendo que demitir funcionários. Segundo o Comitê Nacional de Biodiesel (National Biodiesel Board – NBB), os produtores desse combustível são responsáveis por 23 mil vagas de emprego que podem desaparecer se o subsídio não voltar. Uma notícia ruim não só para o setor, mas também para o mercado americano, que desde o início da crise econômica de 2009 sofre com o desemprego.
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