Notas Tecnológicas
Óleo de algas vivas
Quando se fala do potencial das microalgas para a produção de combustível, ainda há um grande desafio pela frente: criar maneiras eficientes (e baratas) de separar as microalgas da água e posteriormente extrair o óleo. A americana OriginOil, uma das principais empresas a investir em pesquisa com algas, anunciou alguns avanços nessa área, que prometem aumentar a eficiência da produção de óleo a partir desta fonte. A companhia conseguiu, em escala de laboratório, extrair o óleo sem a necessidade de matar os microorganismos. A chamada extração viva é feita estimulando as algas por modulações elétricas específicas, sem destruir sua membrana celular. Esse processo, que gerou o nono pedido de patente da empresa, será combinado a um ciclo de produção contínuo desenvolvido por eles, com coletas diárias e sem a necessidade de incubá-las.
Catalisador de camarão
Cientistas chineses desenvolveram um catalisador heterogêneo a partir da quitina, um polímero de cadeia longa derivado da glicose encontrado na carapaça de camarões. Nos testes em laboratório, o novo catalisador converteu óleo de canola em biodiesel de forma mais eficiente e rápida do que o catalisador convencional. Em três horas, conseguiram 89% de conversão. Além de mais rápido e barato, o novo processo causa menos danos ao meio ambiente. De acordo com o autor da pesquisa, Xinsheng Zheng, o novo catalisador pode ser reutilizado depois de separado por filtração, minimizando os resíduos e a poluição gerada na produção do biodiesel.
Pirólise rápida catalítica
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