É consenso entre pesquisadores
e especialistas em
biocombustíveis que quanto
mais perto da produção
for o consumo, melhor para o
planeta. No Brasil, isso é potencializado
por diversos fatores:
suas dimensões continentais, seu
sistema de transportes basicamente
rodoviário, suas rodovias
que deixam muito a desejar e a
produção agrícola concentrada
no oeste do território, enquanto
a maior parte do consumo se
dá no leste do país. Transportar
biodiesel e diesel por milhares
de quilômetros em
sentidos opostos
é um enorme desperdício
ambiental
e econômico.
Como um dos objetivos da produção e uso do biodiesel é mitigar os impactos ambientais provocados pelo consumo excessivo de combustíveis fósseis, é preciso diminuir os passeios impostos ao biodiesel.
Para transformar isso em realidade, o setor precisa encontrar a fórmula da produção competitiva em relação ao diesel. No dia em que o biodiesel for mais barato que o diesel, esse desafio começará a ser ultrapassado. Mas temos um longo percurso pela frente até alcançarmos esse quadro.
O caminho mais seguro é o da produção em larga escala de uma matéria-prima com alta produtividade por hectare. O dendê é hoje a alternativa mais viável quando se leva em consideração o conhecimento que se tem da planta. Um estudo realizado pelo pesquisador Décio Gazzoni, publicado no portal BiodieselBR. com, mostrou que com menos de 16 milhões de hectares de dendê seria possível produzir no Brasil, até o ano de 2061, metade de todo o petróleo que se espera extrair do pré-sal – com muito menos investimentos, gerando centenas de vezes mais empregos e produzindo energia renovável. Basta que haja incentivo do governo.
Outro caminho seria fazendo com que o diesel ficasse mais caro. Mas tentar limitar o consumo de combustíveis fósseis elevando seu preço ou criando impostos pode não surtir o efeito desejado. Desde 2004, quando o mundo passou a produzir mais biodiesel, os preços do petróleo, dos óleos vegetais e das demais gorduras passaram a andar em paralelo. Assim, elevar o preço do petróleo por esse expediente pode resultar em um aumento também no preço dos óleos vegetais e gorduras animais, já que todos servem para um mesmo fim, a produção de combustível. A França foi o primeiro país a criar um imposto sobre a emissão de carbono. A nova taxa começa a vigorar no ano que vem, aumentando em cerca de R$ 0,12 por litro o preço do combustível na bomba.
Para comparar o mercado de energia com o de óleos vegetais, é importante ter em mente que o consumo mundial de óleo vegetal na alimentação humana alcança hoje cerca de 150 milhões de toneladas. Se esse volume fosse transformado em barris de petróleo, seria possível suprir as necessidades da população do planeta por apenas 13 dias. Por isso, investir na produção de oleaginosas não é mau negócio para nenhum país do mundo.
Univaldo Vedana - Analista do setor de biodiesel
Como um dos objetivos da produção e uso do biodiesel é mitigar os impactos ambientais provocados pelo consumo excessivo de combustíveis fósseis, é preciso diminuir os passeios impostos ao biodiesel.
Para transformar isso em realidade, o setor precisa encontrar a fórmula da produção competitiva em relação ao diesel. No dia em que o biodiesel for mais barato que o diesel, esse desafio começará a ser ultrapassado. Mas temos um longo percurso pela frente até alcançarmos esse quadro.
O caminho mais seguro é o da produção em larga escala de uma matéria-prima com alta produtividade por hectare. O dendê é hoje a alternativa mais viável quando se leva em consideração o conhecimento que se tem da planta. Um estudo realizado pelo pesquisador Décio Gazzoni, publicado no portal BiodieselBR. com, mostrou que com menos de 16 milhões de hectares de dendê seria possível produzir no Brasil, até o ano de 2061, metade de todo o petróleo que se espera extrair do pré-sal – com muito menos investimentos, gerando centenas de vezes mais empregos e produzindo energia renovável. Basta que haja incentivo do governo.
Outro caminho seria fazendo com que o diesel ficasse mais caro. Mas tentar limitar o consumo de combustíveis fósseis elevando seu preço ou criando impostos pode não surtir o efeito desejado. Desde 2004, quando o mundo passou a produzir mais biodiesel, os preços do petróleo, dos óleos vegetais e das demais gorduras passaram a andar em paralelo. Assim, elevar o preço do petróleo por esse expediente pode resultar em um aumento também no preço dos óleos vegetais e gorduras animais, já que todos servem para um mesmo fim, a produção de combustível. A França foi o primeiro país a criar um imposto sobre a emissão de carbono. A nova taxa começa a vigorar no ano que vem, aumentando em cerca de R$ 0,12 por litro o preço do combustível na bomba.
Para comparar o mercado de energia com o de óleos vegetais, é importante ter em mente que o consumo mundial de óleo vegetal na alimentação humana alcança hoje cerca de 150 milhões de toneladas. Se esse volume fosse transformado em barris de petróleo, seria possível suprir as necessidades da população do planeta por apenas 13 dias. Por isso, investir na produção de oleaginosas não é mau negócio para nenhum país do mundo.
Univaldo Vedana - Analista do setor de biodiesel
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