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Notas tecnológicas sobre biodiesel

Notas Tecnológicas sobre biodiesel
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Mais glicerina


A glicerina que sobra da produção do biodiesel pode ganhar mais um destino: a produção de aditivos para gasolina e diesel. A descoberta é do professor Claudio Mota, do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Estamos desenvolvendo derivados da glicerina que poderão ser misturados a esses combustíveis para melhorar a lubrificação do motor, além de diminuir o teor de enxofre e de compostos particulados, no caso do diesel. Na gasolina, eles podem diminuir a produção de monóxido de carbono (CO) e de outros poluentes e melhorar o desempenho do motor”, explica Mota.

O pesquisador também está à frente de uma parceria com a empresa Quattor que investiga o uso da glicerina na obtenção de propeno. “A motivação partiu deles e no início achei difícil retirar da glicerina (C3H8O3) os átomos de oxigênio para transformá-la em propeno (C3H6)”, lembra Mota. “Embora não existissem referências na literatura científica, nós conseguimos um bom sistema extraindo o oxigênio como água.” A reação química resulta na produção de água, que se torna um benefício porque ela também poderá ser comercializada ou usada pela própria indústria.

Fim do marcador


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revogou a resolução que obrigava a adição de marcadores ao biodiesel. A medida entra em vigor em setembro. Uma única empresa estava cadastrada na Agência para fornecer o produto, a Tracerco do Brasil. Segundo a ANP, a decisão de revogar a obrigatoriedade foi tomada por conta de “estudos realizados para desenvolvimento de novas tecnologias na identificação do biodiesel, que acabaram por concluir ser possível a determinação do teor de biodiesel no diesel por espectrometria na região do infravermelho.”

Água do esgoto na agricultura


Uma usina que será instalada em Ponta Grossa irá promover uma utilização pioneira da água recuperada do esgoto urbano. O empreendimento irá estudar a reutilização dos dejetos líquidos no cultivo de oleaginosas como pinhão-manso, mamona ou girassol. ‘’Há muitas cidades no Paraná cujos rios não têm vazão suficiente para receber esgoto tratado sem sofrer consequências ambientais. A alternativa de usar esse líquido na agricultura é um caminho muito interessante’’, explica o gerente de pesquisa da Sanepar, Cleverson Andreoli, um dos responsáveis pelo projeto. A usina também irá aproveitar o metano (foto), outro subproduto do esgoto, para produzir energia para a usina. O projeto de pesquisa tem um orçamento previsto de R$ 400 mil.

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