Volume de biodiesel efetivamente entregue corresponde a aproximadamente 46,7% do contratado para o 2º bimestre
As usinas brasileiras entregaram um pouquinho mais de 714 mil m³ de biodiesel no mês de março segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse volume corresponde a cerca de 96,1% do total fabricado no mês passado. E se a produção tinha deixado um tanto a desejar, as entregas ficaram ainda mais aquém do que seria de se esperar.
Em março de 2023, o volume de biodiesel que saiu das usinas para as distribuidoras foi de 561,6 mil m³. Isso quer dizer que, do ano passado para cá, a entrega avançou 27,1%. Seria um percentual robusto se não fosse por um detalhe – em março de 2023 o nível de mistura ainda estava reduzido para 10%; são quatro pontos percentuais a menos do que agora.
As usinas brasileiras entregaram um pouquinho mais de 714 mil m³ de biodiesel no mês de março segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Esse volume corresponde a cerca de 96,1% do total fabricado no mês passado. E se a produção tinha deixado um tanto a desejar, as entregas ficaram ainda mais aquém do que seria de se esperar.
Em março de 2023, o volume de biodiesel que saiu das usinas para as distribuidoras foi de 561,6 mil m³. Isso quer dizer que, do ano passado para cá, a entrega avançou 27,1%. Seria um percentual robusto se não fosse por um detalhe – em março de 2023 o nível de mistura ainda estava reduzido para 10%; são quatro pontos percentuais a menos do que agora.
Só isso já deveria ter alavancado o consumo de biodiesel em 40%. Mas o que se viu foi um desempenho bem menor. A estreia do B14 não garantiu sequer que março batesse o recorde mensal de entregas. O maior volume nos registros segue sendo o de agosto passado quando as usinas encaminharam cerca de 718,6 mil m³ às distribuidoras.
Menos diesel
Ao menos uma parte da explicação parece vir do mercado de diesel. Embora os números não sejam definitivos, a ANP informou que o consumo foi de 5,40 bilhões de litros, o que representa uma contração de 7,7% sobre a demanda de março do ano passado.
Se confirmada, essa retração seria a primeira experimentada pelo mercado de diesel nos últimos 10 meses e a maior em quase quatro anos.
Mesmo considerando a queda do volume de diesel movimentado pelas distribuidoras e descontadas as vendas prováveis de diesel marítimo – estimadas em 113,7 mil m³ – a demanda interna ficaria na cada dos 740 mil m³. Cerca de 25,6 mil m³ acima do volume que foi entregue. Com o biodiesel que saiu das usinas seria possível colocar no mercado um pouco mais de 5,10 milhões de m³ de B14.
Apesar do resultado não muito auspicioso, a quantidade de biodiesel que foi movimentada representa 46,7% dos 1,52 milhão de m³ que foram contratados para suprir a demanda do período de estreia do B14. No ano passado, a taxa de execução dos contratos ao final de março passava dos 51%.
Pelas contas da ANP, 52 usinas de biodiesel reportaram ter feito entregas em março.
Para o mês de abril, as distribuidoras ainda têm 815,7 mil m³ de biodiesel à sua disposição; volume 42,2% maior do que o entregue no mesmo período do ano passado.
Ganhos maiores
O biodiesel entregue em março rendeu às usinas aproximadamente R$ 3,11 bilhões. Em termos absolutos, esse é o melhor mês para o setor desde novembro de 2022, quando a receita foi de R$ 3,27 bilhões.
O crescimento dos ganhos, no entanto, não chegou a acompanhar o das entregas. Em relação ao ano passado, a expansão do faturamento foi de 13,8%; resultado de preços mais baixos para o biodiesel. Segundo a ANP, cada metro cúbico de biodiesel foi negociado, em média, por R$ 4.360,27 – cerca de 10,5% menos do que um ano atrás.
A usina que mais entregou biodiesel foi a Potencial da Lapa, com 65 mil m³ movimentados. Usando a média nacional como referência, rendeu ao caixa da empresa R$ 283,6 milhões. Já entre os grupos do setor, a Be8 manteve a liderança com 76,4 mil m³ de biodiesel e faturamento de R$ 333,1 milhões.
Duas usinas – a de Sumaré (SP) da Prisma e a unidade de Joaçaba (SC) da ADM – reportaram terem feito entregas acima de suas capacidades produtiva mensal. Os números disponíveis apontam que a fabricante paulista superou sua capacidade instalada em cerca de 13%, enquanto a planta da ADM entregou 11% mais biodiesel do que conseguiria fabricar num único mês.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com