Volume de biodiesel fabricado pelas usinas permitiria a comercialização de 4,77 milhões de m³ de B13
O mercado brasileiro de biodiesel teve outro mês forte em abril, embora não tão forte quanto em março. Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção nacional em abril foi de 620,5 mil m³. O volume é o terceiro maior da história, atrás apenas dos 631,4 mil m³ registrados em março – mês de adoção do B13 – e dos 623,1 mil m³ de agosto de 2020.
Vale ressaltar que a ANP revisou para baixo os números de março. No mês passado, a produção de biodiesel informada pela agência reguladora beirava os 640 mil m³. Agora, o valor foi revisto para 631,4 mil m³.
Considerada essa revisão, a produção ficou 1,7% menor entre um mês e outro. Não chega a ser incomum que a quantidade de biodiesel colocada no mercado apresente queda entre abril e março. Nos 17 anos que a ANP vem acompanhando o setor, a produção em abril ficou menor 9 vezes. No somatório geral, o recuo é de 4,7%.
O mercado brasileiro de biodiesel teve outro mês forte em abril, embora não tão forte quanto em março. Segundo os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção nacional em abril foi de 620,5 mil m³. O volume é o terceiro maior da história, atrás apenas dos 631,4 mil m³ registrados em março – mês de adoção do B13 – e dos 623,1 mil m³ de agosto de 2020.
Vale ressaltar que a ANP revisou para baixo os números de março. No mês passado, a produção de biodiesel informada pela agência reguladora beirava os 640 mil m³. Agora, o valor foi revisto para 631,4 mil m³.
Considerada essa revisão, a produção ficou 1,7% menor entre um mês e outro. Não chega a ser incomum que a quantidade de biodiesel colocada no mercado apresente queda entre abril e março. Nos 17 anos que a ANP vem acompanhando o setor, a produção em abril ficou menor 9 vezes. No somatório geral, o recuo é de 4,7%.
Comparação inadequada
Se o olhar no curto prazo não revela nada fora do comum, a comparação com o ano passado mostra um salto de impressionantes 41,2% – crescimento que não era visto pelo setor há mais de seis anos.
Antes de ser celebrado, no entanto, esse índice superlativo precisa ser colocado em contexto. Para o setor de biodiesel, abril de 2020 foi o epicentro da crise de demanda no mercado diesel que foi deflagrada pela chegada da pandemia do Sars-CoV-2 no Brasil.
Para dar uma dimensão do tamanho da desaceleração sofrida pelo mercado na época, se a comparação fosse feita em relação à produção em abril de 2019 – quando a mistura obrigatória ainda estava em 10% – o crescimento teria sido de 33,5%.
Liderança
O mercado brasileiro continua sendo liderado pelas usinas gaúchas. Em abril, elas foram responsáveis por aproximadamente 30% da oferta nacional com aproximadamente 187,2 mil m³. Com cerca de 100 mil m³ cada, Paraná e Mato Grosso vêm logo na sequência.
Em abril, 12 estados brasileiros fabricaram biodiesel. Destes três – Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo – aumentaram a produção entre março e abril. Todos os demais apresentaram queda.
A usina de Lapa (PR) da Potencial Biodiesel manteve a liderança do setor com 66 mil m³, aumento de aproximadamente 1,4% em relação ao mês anterior.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com