Nível de atividade das usinas se manteve relativamente estável entre fevereiro e março
Embora sejam os melhores do ano – ao menos até agora – os números da produção de biodiesel de março dão uma boa amostra dos apuros que setor vem enfrentando. De acordo com os dados finais que foram divulgados apenas ontem (28) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no mês passado as usinas brasileiras fabricaram um pouco mais que 497,4 mil m³ de biocombustível. Esse volume representa uma contração de 22,6% em relação ao resultado registrado no mesmo período de 2021.
A comparação com o ano passado não é totalmente adequada. Em março de 2021, a mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel consumido pelos brasileiros havia sido elevada para 13% – três pontos percentuais acima do atual teor de adição. Só corte na mistura já representa uma redução de 23,1% na produção de biodiesel; não muito distante do percentual observado.
Embora sejam os melhores do ano – ao menos até agora – os números da produção de biodiesel de março dão uma boa amostra dos apuros que setor vem enfrentando. De acordo com os dados finais que foram divulgados apenas ontem (28) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no mês passado as usinas brasileiras fabricaram um pouco mais que 497,4 mil m³ de biocombustível. Esse volume representa uma contração de 22,6% em relação ao resultado registrado no mesmo período de 2021.
A comparação com o ano passado não é totalmente adequada. Em março de 2021, a mistura obrigatória de biodiesel no óleo diesel consumido pelos brasileiros havia sido elevada para 13% – três pontos percentuais acima do atual teor de adição. Só corte na mistura já representa uma redução de 23,1% na produção de biodiesel; não muito distante do percentual observado.
Uma comparação entre os números de fevereiro e março também dá sinais bastante preocupantes para o mercado. Normalmente, o mercado nacional de óleo diesel dá uma arrancada no mês de março depois da baixa sazonal que costuma apresentar no primeiro bimestre. Esse movimento costuma se refletir na produção das usinas.
Dessa vez, contudo, o aumento na atividade não veio com a força esperada. Entre janeiro e março, a produção das usinas avançou módicos 1,6%, muito abaixo dos quase 21% vistos nesse período nos cinco anos anteriores – 2017 a 2021.
Abaixo das entregas
O volume fabricado pelas usinas ficou ligeiramente inferior ao que foi entregue aos distribuidores. Durante o mês passado, 499,8 mil m³ de biodiesel saíram das instalações dos fabricantes com destino aos compradores.
Isso mostra uma falta de interesse das usinas em formar estoques de biodiesel nesse momento.
A quantidade de biodiesel fabricado também ficou muito abaixo daquela que seria necessária para garantir o cumprimento integral do B10. Segundo a ANP, as distribuidoras movimentaram 5,37 milhões de m³ de diesel em março o que – descontada a venda de diesel marítimo isento de biodiesel – gerou demanda 528,6 mil m³ de biocombustível.
O déficit de 31,2 mil m³ superou o superávit de 25,7 mil m³ do primeiro bimestre.
Líder
O Rio Grande do Sul foi líder na produção de biodiesel com 123,3 mil m³, crescimento de 2,9% em relação ao resultado estadual de fevereiro.
Mato Grosso (94,9 mil m³) e Goiás (80,8 mil m³) completam o pódio do mês.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com