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IEA projeta produção global de biodiesel de 32 bilhões de litros em 2018

projecao IEA_100713_copyDe acordo com projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), a produção global de biodiesel deve crescer 5% ao ano até 2018.
BiodieselBR.com 3 min de leitura

De acordo com projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), a produção global de biodiesel deve crescer 5% ao ano até 2018.
A produção mundial de biodiesel deverá chegar a quase 32 bilhões de litros em 2018, uma elevação de 5% ao ano durante o período observado [veja tabela no final do texto]. A estimativa é de responsabilidade da Agência Internacional de Energia (IEA) que a incluiu na edição 2013 de seu “Renewable Energy Medium-Term Market Report” (algo como “Relatório de Médio Prazo para o Mercado de Energia Renovável”). O documento foi publicado há pouco menos de duas semanas em Nova York.

Segundo a agência, a produção de biocombustíveis em 2012 ficou praticamente estável em relação ao ano anterior, na marca de 108 bilhões de litros. Isso aconteceu principalmente em razão da má performance da indústria de etanol dos Estados Unidos – duramente afetada pela seca norte-americana que reduziu a oferta de milho. 

Apesar desse contratempo, a IEA espera que a produção de biocombustíveis cresça quase 27% nos próximos cinco anos chegando a 137 bilhões de litros. Com isso, aproximadamente 4% da demanda global de combustíveis líquidos no setor de transportes será atendida por biocombustíveis.

O etanol deverá manter sua posição com biocombustível dominante em escala mundial, com uma produção de 105 bilhões de litros em 2012. E os Estado Unidos deverão continuar na liderança do mercado embora sua participação relativa na produção global deva sair de 50% em 2012 para 45% em 2018.

Incertezas
Os autores do relatório apontam que a continuidade das políticas de apoio à produção de biocombustíveis é um ponto nebuloso em suas previsões. Segundo o texto, essas “políticas têm sido responsáveis pelo rápido crescimento da produção de biocombustíveis na última década” e já foram adotadas e mais de 50 países.

A agência relata que há dúvidas sobre o futuro das políticas de incentivo tanto da Europa quando dos Estados Unidos, o que pode minar o potencial de crescimento da indústria. Na União Europeia, por exemplo, as principais dúvidas são o impacto que os biocombustíveis beneficiados com a chamada dupla contagem – fabricados a partir de matérias-primas residuais e/ou de segunda geração – terão sobre o volume físico de produção da indústria. Bem como as recentes discussões sobre a possibilidade de restringir o uso de biocombustíveis de primeira geração na contagem para as metas impostas pela Diretiva de Energias Renováveis. 

Depois de praticamente decuplicar entre 2007 e 2011, o ritmo de produção de biodiesel na Argentina também deverá sofrer uma desaceleração brusca. A explicação é a introdução de tarifas de exportação na União Europeia como resultado de uma investigação antidumping. 

Já no Brasil, a questão é o impasse em relação ao aumento da mistura obrigatória “embora a capacidade instalada e a disponibilidade de matéria-prima devem ser suficientes” para atender aos pleitos de 10% de mistura. Esse ano a produção deverá refletir o crescimento do mercado de diesel, que historicamente reflete o crescimento do PIB brasileiro.
 


Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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