Um recorde com um certo gosto de gosto de derrota. É o que dá para dizer sobre os números finais da produção de biodiesel no Brasil em 2015 que acabam de ser publicados pela ANP. Tudo somado, as usinas sequer chegaram a alcançar a marca dos 4 bilhões de litros que todos estavam esperando.
Um recorde com um certo gosto de gosto de derrota. É o que dá para dizer sobre os números finais da produção de biodiesel no Brasil em 2015 que acabam de ser publicados pela ANP. Tudo somado, as usinas fabricaram pouco menos de 3,94 bilhões de litros no ano passado.
Trata-se de um crescimento de 15% sobre o resultado de 2014. Certamente um número bastante robusto. Mas é significativo que ele tenha sido menor do que a expansão de 17% registrada pelo setor de 2013 para 2014. Trata-se de um verdadeiro banho de água fria se considerarmos que as projeções mais otimistas para 2015 consideravam um crescimento de 24% puxado pelo aumento na demanda proporcionado pela chegada do B7 em novembro de 2014.
A desaceleração da economia brasileira e seu impacto nas vendas de óleo diesel atingiu em cheio as ambições do segmento. Até novembro – a ANP ainda não liberou os dados sobre o mercado de diesel para o mês de dezembro – a comercialização do derivado havia recuado 4,8% sobre o mesmo período do ano anterior.
E, ao que tudo indica, o mercado continua com o freio de mão puxado. Considerando as compras para o mercado da mistura obrigatória feitas no L47, é possível estimar que as distribuidoras estão esperando vender cerca de 6,3% menos diesel no segundo bimestre de 2016 do que venderam em 2015.
Dezembro
Olhando apenas o mês de dezembro, tivemos uma produção foi de 306,5 milhões de litros. Isso é 5,6% menos do que no mês anterior o que não chega a ser incomum pelos padrões sazonais do setor – a produção das usinas caiu entre novembro de dezembro em 7 de 11 anos que constam do histórico da ANP.
Na comparação com o mesmo mês de 2014, dezembro de 2015 parece ainda mais franzino: o recuo no volume fabricado ficou 12,2% menor este ano.
Regional
Coletivamente, os estados das Região Centro-Oeste foram os campeões com uma produção pouco abaixo de 1,75 bilhões de litros com um avanço de 18,8% sobre o produzido em 2014. Já em termos puramente estaduais, o Rio Grande do Sul foi o que se saiu melhor com um resultado de 1,1 bilhão de litros – um crescimento de 14,4% sobre o resultado do ano passado.
Embora, em termos de volume, ainda tenha uma produção relativamente modesta de 225,5 milhões de litros fabricados; a Bahia foi o estado que apresentou maior crescimento no ano. Entre 2014 e 2015, a produção no estado avançou 40,8%. Com isso, ela avançou a 7ª para a 5ª colocação no ranking nacional de estados produtores de biodiesel.
Entre as usinas, a Granol de Anápolis manteve primeira colocação que já ocupava em 2014 embora com uma dianteira bem menor. No ano passado, a usina goiana fabricou 305,1 milhões de litros, praticamente igualando sua performance de 2014. O market share da planta que beirava os 9% caiu para 7,8%.
Enquanto isso, a produção da ADM de Rondonópolis avançou 73,5% num ano e fechou 2015 com 280 milhões de litros fabricados. Com isso, a usina saltou três colocações no ranking e tomou a segunda posição da Oleoplan de Veranópolis. Seu share subiu de 4,7% para 7,1%.
Ao todo tivemos 42 usinas ativas em 2015, duas a menos que no ano passado por conta do encerramento das atividades na Camera de Ijuí e da Cooperbio.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Um recorde com um certo gosto de gosto de derrota. É o que dá para dizer sobre os números finais da produção de biodiesel no Brasil em 2015 que acabam de ser publicados pela ANP. Tudo somado, as usinas fabricaram pouco menos de 3,94 bilhões de litros no ano passado.
Trata-se de um crescimento de 15% sobre o resultado de 2014. Certamente um número bastante robusto. Mas é significativo que ele tenha sido menor do que a expansão de 17% registrada pelo setor de 2013 para 2014. Trata-se de um verdadeiro banho de água fria se considerarmos que as projeções mais otimistas para 2015 consideravam um crescimento de 24% puxado pelo aumento na demanda proporcionado pela chegada do B7 em novembro de 2014.
A desaceleração da economia brasileira e seu impacto nas vendas de óleo diesel atingiu em cheio as ambições do segmento. Até novembro – a ANP ainda não liberou os dados sobre o mercado de diesel para o mês de dezembro – a comercialização do derivado havia recuado 4,8% sobre o mesmo período do ano anterior.
E, ao que tudo indica, o mercado continua com o freio de mão puxado. Considerando as compras para o mercado da mistura obrigatória feitas no L47, é possível estimar que as distribuidoras estão esperando vender cerca de 6,3% menos diesel no segundo bimestre de 2016 do que venderam em 2015.
Dezembro
Olhando apenas o mês de dezembro, tivemos uma produção foi de 306,5 milhões de litros. Isso é 5,6% menos do que no mês anterior o que não chega a ser incomum pelos padrões sazonais do setor – a produção das usinas caiu entre novembro de dezembro em 7 de 11 anos que constam do histórico da ANP.
Na comparação com o mesmo mês de 2014, dezembro de 2015 parece ainda mais franzino: o recuo no volume fabricado ficou 12,2% menor este ano.
Regional
Coletivamente, os estados das Região Centro-Oeste foram os campeões com uma produção pouco abaixo de 1,75 bilhões de litros com um avanço de 18,8% sobre o produzido em 2014. Já em termos puramente estaduais, o Rio Grande do Sul foi o que se saiu melhor com um resultado de 1,1 bilhão de litros – um crescimento de 14,4% sobre o resultado do ano passado.
Embora, em termos de volume, ainda tenha uma produção relativamente modesta de 225,5 milhões de litros fabricados; a Bahia foi o estado que apresentou maior crescimento no ano. Entre 2014 e 2015, a produção no estado avançou 40,8%. Com isso, ela avançou a 7ª para a 5ª colocação no ranking nacional de estados produtores de biodiesel.
Entre as usinas, a Granol de Anápolis manteve primeira colocação que já ocupava em 2014 embora com uma dianteira bem menor. No ano passado, a usina goiana fabricou 305,1 milhões de litros, praticamente igualando sua performance de 2014. O market share da planta que beirava os 9% caiu para 7,8%.
Enquanto isso, a produção da ADM de Rondonópolis avançou 73,5% num ano e fechou 2015 com 280 milhões de litros fabricados. Com isso, a usina saltou três colocações no ranking e tomou a segunda posição da Oleoplan de Veranópolis. Seu share subiu de 4,7% para 7,1%.
Ao todo tivemos 42 usinas ativas em 2015, duas a menos que no ano passado por conta do encerramento das atividades na Camera de Ijuí e da Cooperbio.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com