Entre seus achados, o relatório do TCU que analisa negócios entre a PBio e a BSBios levanta suspeitas sobre o valor pago pela estatal pela usina de Marialva.Entre as irregularidades que o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou nos negócios que levaram a Petrobras Biocombustível a se dona da metade da BSBios, uma ganhou atenção especial: a aquisição de 50% da usina de biodiesel de Marialva (PR). Esse primeiro negócio foi fechado em novembro 2009 por R$ 55 milhões. Ontem BiodieselBR.com já havia adiantado parte dos achados do relatório.

Entre as irregularidades que o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou nos negócios que levaram a Petrobras Biocombustível a se dona da metade da BSBios, uma ganhou atenção especial: a aquisição de 50% da usina de biodiesel de Marialva (PR). Esse primeiro negócio foi fechado em novembro 2009 por R$ 55 milhões. Ontem BiodieselBR.com já havia adiantado parte dos achados do relatório.
Vale refrescar um pouco a memória para entender a história. Originalmente, a usina de Marialva foi encomendada pela Agrenco e deveria ter entrado em operação em meados de 2008. A obra, contudo, acabou ficando pela metade depois que a situação financeira da Agrenco começou a se complicar.
Em outubro de 2008, como parte de seu processo de recuperação judicial, a Agrenco decidiu vender a usina não finalizada – as obras estariam entre 75% e 80% concluídas – que, na época, foi avaliada em R$ 23,3 milhões. Foi assim que, em junho de 2009, a planta passou ao controle da BSBios por R$ 35,7 milhões.
É exatamente nesse ponto que as coisas se complicam. Segundo o relator do TCU, ministro José Jorge, considerando que a usina estava 75% pronta e o valor pago pela BSBios é possível projetar que o valor integral da usina seria de R$ 47,6 milhões. Em sua oferta, no entanto, a PBio considerou que a usina valeria R$ 110 milhões – valorização de mais de 130% sobre as projeções do tribunal.
Os auditores do tribunal estranharam ainda o fato de não terem encontrado qualquer avaliação prévia feita pela PBio a respeito do real valor da usina encomenda antes do valor entre as duas partes ter sido estipulado.
Esse foi apenas o primeiro negócio entre a PBio e a BSBios. Em julho de 2011, a subsidiária da petrolífera estatal pagou mais R$ 200 milhões para comprar metade da usina de biodiesel de Passo Fundo (RS) o que fez dona de 50% do grupo gaúcho. No entanto, as duas empresas têm mantido suas identidades separadas.
Embora, nesse caso, os técnicos do TCU, pareçam estar de acordo com o valor pago que – depois de descontadas as dívidas do Grupo BSBios – acabou ficando em R$ 87,1 milhões. Eles criticam o fato do negócio ter levado a PBio a aumentar seu grau de endividamento em aproximadamente R$ 107 milhões.
A íntegra do relatório do TCU com vários detalhes apresentados em mais de 40 páginas pode ser baixando clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

Entre as irregularidades que o Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou nos negócios que levaram a Petrobras Biocombustível a se dona da metade da BSBios, uma ganhou atenção especial: a aquisição de 50% da usina de biodiesel de Marialva (PR). Esse primeiro negócio foi fechado em novembro 2009 por R$ 55 milhões. Ontem BiodieselBR.com já havia adiantado parte dos achados do relatório.
Vale refrescar um pouco a memória para entender a história. Originalmente, a usina de Marialva foi encomendada pela Agrenco e deveria ter entrado em operação em meados de 2008. A obra, contudo, acabou ficando pela metade depois que a situação financeira da Agrenco começou a se complicar.
Em outubro de 2008, como parte de seu processo de recuperação judicial, a Agrenco decidiu vender a usina não finalizada – as obras estariam entre 75% e 80% concluídas – que, na época, foi avaliada em R$ 23,3 milhões. Foi assim que, em junho de 2009, a planta passou ao controle da BSBios por R$ 35,7 milhões.
É exatamente nesse ponto que as coisas se complicam. Segundo o relator do TCU, ministro José Jorge, considerando que a usina estava 75% pronta e o valor pago pela BSBios é possível projetar que o valor integral da usina seria de R$ 47,6 milhões. Em sua oferta, no entanto, a PBio considerou que a usina valeria R$ 110 milhões – valorização de mais de 130% sobre as projeções do tribunal.
Os auditores do tribunal estranharam ainda o fato de não terem encontrado qualquer avaliação prévia feita pela PBio a respeito do real valor da usina encomenda antes do valor entre as duas partes ter sido estipulado.
Esse foi apenas o primeiro negócio entre a PBio e a BSBios. Em julho de 2011, a subsidiária da petrolífera estatal pagou mais R$ 200 milhões para comprar metade da usina de biodiesel de Passo Fundo (RS) o que fez dona de 50% do grupo gaúcho. No entanto, as duas empresas têm mantido suas identidades separadas.
Embora, nesse caso, os técnicos do TCU, pareçam estar de acordo com o valor pago que – depois de descontadas as dívidas do Grupo BSBios – acabou ficando em R$ 87,1 milhões. Eles criticam o fato do negócio ter levado a PBio a aumentar seu grau de endividamento em aproximadamente R$ 107 milhões.
A íntegra do relatório do TCU com vários detalhes apresentados em mais de 40 páginas pode ser baixando clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com