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PBio decide encerrar produção comercial na usina de Guamaré

A Petrobras Biocombustível decide encerrar a produção comercial na usina de Guamaré menos de seis meses depois dela ter entrado no mercado.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Durou menos de seis meses. A Petrobras Biocombustível decidiu encerrar as atividades de fabricação de biodiesel em Guamaré (RN). Embora já operasse desde 2006, a planta não passava de uma unidade piloto até que, no começo deste ano ela passou por uma ampliação de capacidade para se tornar uma usina de porte comercial. A licença para que ela participasse dos leilões da ANP saiu em no final de maio.

Durou menos de seis meses. A Petrobras Biocombustível decidiu encerrar as atividades de fabricação de biodiesel em Guamaré (RN). Embora já operasse desde 2006, a planta não passava de uma unidade piloto até que, no começo deste ano ela passou por uma ampliação de capacidade para se tornar uma usina de porte comercial. A licença para que ela participasse dos leilões da ANP saiu em no final de maio.

Com capacidade produtiva para 20,1 milhões de litros por ano, a usina não chega a ter relevância – ela era apenas a 46ª maior do país em capacidade. A usina, contudo, era a única em atividade no Rio Grande do Norte. Em sua curta existência como usina comercial, a PBio de Guamaré participou dos L43 e L44 nos quais vendeu um total de 2,29 milhões de litros de biodiesel por um valor equivalente a R$ 5,6 milhões.

Além disso, a usina se encontra devidamente habilitada para participar do 45º Leilão de Biodiesel da ANP. A PBio, inclusive, agiu para reverter pendências que pesavam contra esta e suas outras três plantas.

Repúdio

Em nota, o Sindicato do Petroleiros e Petroleiras do Estado do Rio Grande do Norte (Sindipetro/RN), repudiou a decisão da companhia de encerrar as atividades comerciais da usina. O sindicado estima que foram investidos, pelo menos, R$ 5,1 milhões para que a planta ampliasse sua capacidade produtiva e mantinha entendimento com o governo potiguar para o estabelecimento de cadeias de oleaginosas a agricultura familiar local.

Segundo a nota publicada pelo sindicado, a determinação causa “perplexidade e repulsa”.

PBio

Em nota encaminhada à BiodieselBR.com, a assessoria da PBio confirmou que a unidade deixará de ter “operação comercial” e que ela voltará a ser uma planta piloto. “O foco exclusivo da unidade voltará a ser a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico para produção de biodiesel”, diz a nota. A decisão foi tomada após uma avaliação detalhada do desempenho da unidade desde que passou a operar comercialmente.

A equipe da usina é formada por cinco funcionários e deverá ser realocada em outras unidades da companhia.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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