[Exclusivo] Outra usina brasileira conquista certificação ISCC
Mais uma usina brasileira conquistou a certificação da International Sustainability & Carbon Certification (ISCC).
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
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Mais uma usina brasileira obteve a certificação da International Sustainability & Carbon Certification (ISCC). O certificado atesta que o biodiesel fabricado pela usina atende os limites de emissões impostos pela União Europeia.
A empresa é do Rio Grande do Sul e fabrica seu produto predominantemente de sebo bovino o que contribui para a boa performance ambiental de seu produto.
A Biofuga acaba de obter a certificação da International Sustainability & Carbon Certification (ISCC). O certificado atesta que o biodiesel fabricado pela usina de Camargo (RS) atende os limites de emissões impostos pela União Europeia. Segundo o gerente da unidade de biodiesel, Paulo José Fuga, contou à BiodieselBR.com eles foram informados ontem (28) sobre a conquista do certificado.
Subsidiária da Fuga Couros – grupo industrial que possui frigoríficos e curtumes em vários estados brasileiros –, a usina da Biofuga tem capacidade para fabricar até 108 milhões de litros de biodiesel por ano. Ao contrário da maioria das usinas brasileiras nas quais o óleo de soja é a matéria-prima predominante, na empresa o sebo bovino é a matéria-prima mais usada. Segundo Paulo José, isso contribui para a boa performance ambiental de seu produto. “O nosso biodiesel reduz em 92,73% as emissões de gás carbônico quando comparada ao diesel comum”, explica o empresário. Atualmente a regra da UE exige que os biocombustíveis emitam 35% CO2 quando comparado ao diesel de petróleo.
O certificado em nome da Biofuga é válido apenas para o biodiesel de sebo. A fração fabricada a partir de outras matérias-primas terá que ser deixada de fora.
Exportação A Biofuga está bem posicionada para conquistar uma fatia maior do mercado europeu. A certificação foi obtida com o apoio da Argos, multinacional holandesa do setor de trading que já é parceira de negócios do Biofuga.
“Eles nos informaram que com o certificado a aceitação de nosso biodiesel seria maior e nos encorajaram a obtê-lo”, explica o executivo. Ele ainda explicou que a Argos, inclusive, custeou o processo de auditoria, que levou aproximadamente três meses e foi realizado pela Control Union de São Paulo.
Paulo José Fuga também confirmou que a Biofuga foi a responsável pela misteriosa exportação de 2 mil toneladas de biodiesel realizada em outubro passado. O negócio – fechado em intermediação da Argos – rendeu pouco menos de US$ 1,8 milhão.
“O mercado externo seria mais uma opção de comercialização para o nosso biodiesel”, finaliza o empresário.