Projetos que foram incluídos na lista da ANP totalizam 375,1 mil m³ em nova capacidade instalada
A sinalização dada pelo governo brasileiro em março passado de que o mercado de biodiesel está para entrar num novo periodo de expansão com aumento de demanda garantidos pelos próximos 3 anos já está atiçando o empresariado. Ontem (20) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou uma atualização da lista de projetos que preveem acréscimos de capacidade ao setor com duas novas usinas em construção e três novos projetos de ampliação
Segundo a agência reguladora, os dois estreantes no mercado de biodiesel são a Orteng Equipamentos e Sistemas e a Dual Duarte.
Dessas duas, a Dual Duarte é a mais ambiciosa em relação ao mercado de biodiesel. Fundada em 1990 na cidade de Limoeiro (PE) e atua no mercado de algodão e óleos vegetais. A empresa quer instalar uma usina de biodiesel com capacidade para fabricar 180 mil m³ por ano na cidade de Pedra Preta, no sul do Mato Grosso.
A sinalização dada pelo governo brasileiro em março passado de que o mercado de biodiesel está para entrar num novo periodo de expansão com aumento de demanda garantidos pelos próximos 3 anos já está atiçando o empresariado. Ontem (20) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou uma atualização da lista de projetos que preveem acréscimos de capacidade ao setor com duas novas usinas em construção e três novos projetos de ampliação
Segundo a agência reguladora, os dois estreantes no mercado de biodiesel são a Orteng Equipamentos e Sistemas e a Dual Duarte.
Dessas duas, a Dual Duarte é a mais ambiciosa em relação ao mercado de biodiesel. Fundada em 1990 na cidade de Limoeiro (PE) e atua no mercado de algodão e óleos vegetais. A empresa quer instalar uma usina de biodiesel com capacidade para fabricar 180 mil m³ por ano na cidade de Pedra Preta, no sul do Mato Grosso.
O segundo projeto é um pouco mais modesto. A planta deverá ser instalada em Taubaté (SP) e terá capacidade para fabricar até 43,2 mil m³ por ano. A julgar pelo nome, a usina deve fazer parte da Orteng Energia – grupo que atua nos mercados de geração e transmissão de energia elétrica.
A indicação é que o projeto está perto de entrar no mercado. Segundo a ANP, as obras da nova usina já estão concluídas e o projeto está com sua autorização de operação em análise.
Desistência?
Nem tudo é animação, no entanto. A Biobras parece ter desistido do plano de construir uma usina na cidade de Nova Esperança (PR). O projeto que havia entrado na lista da ANP em setembro de 2021 foi removido na última atualização.
As informações sobre essa usina são relativamente escassas. A ANP não chegou a informar publicamente nem qual a capacidade produtiva pretendida pela empresa e nem o cronograma informado para a conclusão da obra.
Ampliadas
Além dessas novas usinas, a ANP também passou a informar que há 3 usinas com ampliações de capacidade a caminho. Duas pertencentes à Caramuru e uma da Biopar.
O maior impacto para o setor virá do projeto da Biopar, cuja usina de Nova Marilândia deve ir dos atuais 103,7 mil m³ para 180 mil m³ em capacidade instalada. Aumento de 76,3 mil m³. Embora mantenha um perfil relativamente modesto, a empresa é uma das veteranas do setor tendo feito sua estreia no final de 2007 – pouco antes da mistura se tornar obrigatória no Brasil.
Esta será a quarta mudança de capacidade pela qual a planta da Biopar vai passar. Incluindo uma pouco usual redução ocorrida em setembro de 2019.
Mesmo não estando entre as maiores fabricantes do país – no ano passado o grupo foi o 18ª maior vendedor com 1,5% do mercado total –, nos últimos 4 anos a Biopar tem conseguido sustentar um bom nível de atividade com ocupação média de 84% de sua capacidade instalada.
Já a Caramuru vai promover aumentos relativamente modestos – de cerca de 8,1% – nas usinas de Ipameri (MT) e São Simão (GO). Ambas irão dos atuais 225 mil m³ para 244,8 mil m³ anuais.
Esta será a segunda ampliação da usina de São Simão e a primeira de Ipameri desde que elas entraram no mercado, respectivamente, em maio de 2010 e maio de 2007.
Colocando também na conta a capacidade da usina de Sorriso (MT), o Grupo Caramuru vai passar a ter um parque produtivo capaz de fabricar até 592,2 mil m³ de biodiesel por ano.
Em 2022, as vendas de biodiesel representaram cerca de 29% do faturamento do grupo que foi de R$ 8,62 bilhões.
Corrigido afinal
Entre as atualizações feitas pela ANP está a correção da capacidade da futura usina que a Aroma Bioenergia em Piracicaba (SP). Quando entrou na lista da ANP cerca de um ano atrás, a informação era de que a planta teria inacreditáveis 1,08 milhão de m³ de capacidade produtiva.
Ela seria – de longe – a maior do país. Abrindo 20% de vantagem sobre a atual líder do ranking; a Potencial de Lapa (PR) com seus 900 mil m³.
A empresa responsável pelo projeto, no entanto, confirmou à BiodieselBR.com que o número não estava certo e que a usina teria um porte bem menor. Embora não tenha informado qual seria o número real. Foi só agora que a informação correta se tornou pública.
Segundo a ANP, a usina da Aroma em Piracicaba terá capacidade para fabricar até 36 mil m³ de biodiesel por ano. Ela vai dividir a 53ª posição no ranking de usinas com as plantas da Tauá e da Cooperfeliz.
Somando todas as inclusões e mudanças feitas pela agência reguladora, temos 375,1 mil m³ de capacidade nova a caminho do mercado nacional. No total, se todos os 21 projetos listados pela ANP chegarem ao mercado, o parque nacional deverá crescer cerca de 2,17 milhões de m³.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com