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Chegada do B14 não reverteu tendência de queda nos preços do biodiesel

Valor de mercado do produtor voltou a se aproximada do limiar dos R$ 4/L na semana em que o mercado se encaminhava para o maior patamar de mistura de sua história

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Nem a chegada do B14 – que acontece hoje (01) – está sendo suficiente para tirar o biodiesel de sua atual trajetória de queda nos preços. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), justo na semana em que o setor se preparava para atingir o maior patamar de mistura da história, os preços médios nacionais do produto caíram outros 0,8%, chegando a R$ 4.047,27 por m³.

É mais um degrau numa rampa descendente que já se estende por 11 semanas ao longo do qual o biodiesel ficou 12,7% mais barato. Isso coloca o produto de volta aos níveis de preço em que estava no começo de julho do ano passado, poucas semanas depois de ter encerrado o processo de baixas que o levou até sua mínima histórica de R$ 3.874,04.

B14 suave

O biodiesel mais barato deverá azeitar o processo de adoção do B14.

Nem a chegada do B14 – que acontece hoje (01) – está sendo suficiente para tirar o biodiesel de sua atual trajetória de queda nos preços. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), justo na semana em que o setor se preparava para atingir o maior patamar de mistura da história, os preços médios nacionais do produto caíram outros 0,8%, chegando a R$ 4.047,27 por m³.

É mais um degrau numa rampa descendente que já se estende por 11 semanas ao longo do qual o biodiesel ficou 12,7% mais barato. Isso coloca o produto de volta aos níveis de preço em que estava no começo de julho do ano passado, poucas semanas depois de ter encerrado o processo de baixas que o levou até sua mínima histórica de R$ 3.874,04.

B14 suave

O biodiesel mais barato deverá azeitar o processo de adoção do B14.

Pelas contas da consultoria Argus, o aumento de dois pontos percentuais na mistura deverá gerar um impacto de, no máximo, R$ 0,025 no preço final do litro óleo diesel. E isso na Região Nordeste onde preço do biodiesel é tradicionalmente o mais alto do país. Nas demais regiões o impacto deverá girar entre R$ 0,01 e R$ 0,015.

Já havia sinais de que o aumento de mistura se daria de forma tranquila. Na semana de fechamento dos contratos para 2º bimestre, o Indexador BiodieselBR estava nas imediações da mínima histórica.

E esse movimento de queda do indicador do custo de produção do biodiesel ainda não se esgotou. Na última semana, o Indexador BiodieselBR recuou mais 4,2% o que trouxe o valor médio para R$ 3.306,49 por m³ – o nível mais baixo para o índice desde que a comercialização de biodiesel migrou dos leilões para contratos bimestrais.

Antes disso, o ponto mais baixo havia sido registrado na 20ª semana (20S) de 2023, poucas semanas antes do preço de mercado de biodiesel também atingir sua mínima.

A nova queda no Indexador elevou as margens do mercado para 23,2%. Aos preços atuais do biodiesel pela média nacional, as usinas ganham R$ 767,78 por cada m³ de biodiesel vendido depois de descontados os custos para a compra do óleo de soja e do metanol necessários para fabricá-lo.

Regiões

Na última semana os preços do biodiesel se distribuíram entre R$ 4.360,79 por m³ na Região Nordeste até R$ 3.920,64 por m³ na Região Sul, o que traz o nível de dispersão do mercado de biodiesel para a marca dos 11,2%, em linha com as últimas 6 semanas.

Apesar das margens positivas em relação à média nacional, os preços não caíram em todas as regiões. No Sul e no Nordeste, as usinas fecharam a S8 com valores estáveis. Em todas as demais houve queda.

Essa última redução trouxe o preço médio do biodiesel no Centro-Oeste de volta para baixo do patamar de R$ 4/L, onde se junta com os valores do Sul.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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