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Cargill diminui emissões de carbono de seu biodiesel

A Cargill renovou a certificação da ISCC de sua usina de Três Lagoas indicando avanço na performance ambiental do biodiesel fabricado lá.
BiodieselBR.com 4 min de leitura
O biodiesel fabricado pela Cargill está ficando vez mais limpo. Na semana passada, a empresa renovou sua certificação da International Sustainability & Carbon Certification (ISCC) que atesta que o biocombustível produzido na sua usina em Três Lagoas (MS) gera 62,3% menos emissões de gás carbônico do que o diesel de origem fóssil.

O biodiesel fabricado pela Cargill está ficando vez mais limpo. Na semana passada, a empresa renovou sua certificação da International Sustainability & Carbon Certification (ISCC) que atesta que o biocombustível produzido na sua usina em Três Lagoas (MS) gera 62,3% menos emissões de gás carbônico do que o diesel de origem fóssil.

Quando a Cargill certificou pela primeira vez sua usina, o que aconteceu em setembro de 2014, a performance de seu produto era de 58,1%. De lá para cá, as emissões do produto vêm caindo de forma consistente.



Inaugurada no segundo semestre de 2012, a planta de Três Lagoas é – atualmente – a 8ª maior do país com capacidade instalada para produzir até 252 milhões de litros de biodiesel ao ano. No ano passado, ela fabricou 107,1 milhões de litros o que equivale a, aproximadamente, 2,8% do biodiesel fabricado no período.

De acordo com o gerente comercial de biodiesel da Cargill, Elcio Angelis, a iniciativa de certificar da unidade faz parte das políticas corporativas da empresa. “Isso faz parte de um processo contínuo de certificação que está dentro do nosso programa de sustentabilidade. A ideia é demonstrar o compromisso da Cargill”, disse o executivo em entrevista para BiodieselBR.com

Sem planos imediatos

O índice de redução nas emissões obtido pela Cargill garante que as portas do mercado da União Europeia permaneçam abertas – a partir do ano que vem só poderão entrar nos países do bloco biocombustíveis que reduzam em 60% ou mais as emissões de CO2 em relação aos combustíveis fosseis que substituem. “Isso mostra a eficiência de nossa fábrica e de todo o cuidado que temos com o processo produtivo desde a compra de grãos [de soja] até a destinação final”, comemora.

Elcio, no entanto, nega que haja planos imediatos nesse sentido, mas ressalta que quer deixar aberta a possibilidade. “O biodiesel brasileiro não é competitivo. Mas isso não quer dizer que vá ser sempre assim e não impede que apareça um comprador disposto a pagar o diferencial de preço”, pontua. “Mesmo que eu não veja isso acontecendo agora, uma usina que não tenha certificação levaria de seis meses a um ano e acabaria perdendo uma oportunidade eventual”, completa.

Agricultura familiar

A ISCC não é a única certificação que Três Lagoas tem para exibir. Ela também conta com o Biomass Biofuels Sustainability voluntary scheme (2BSvs) que comprova que a soja usada na produção do biodiesel segue critérios de sustentabilidade.

Segundo Elcio, a Cargill vem investindo no selo 2BSvs para certificar a produção dos parceiros da agricultura familiar dos quais compra matéria-prima para atender às demandas do Selo Combustível Social. “Como já temos acesso ao pequeno produtor rural, facilita desenvolvermos o processo do 2BSvs que permite fazer o controle da produção. Uma coisa leva a outra”, explica.

RenovaBio

A certificação também pode colocar a Cargill numa posição privilegiada quando o RenovaBio for – finalmente – implementado. Entre as novidades que o novo programa deverá trazer para o mercado brasileiro de biocombustíveis, a maior será a criação de um mercado de créditos de carbono.

Os fabricantes vão gerar créditos comercializáveis em bolsa correspondentes à redução nas emissões de gás carbônico que seus produtos proporcionarem. Seria uma forma de premiar e estimular os biocombustíveis mais limpos.

Para Elcio, no entanto, esse ainda é um ponto nebuloso. “A gente ainda não conhece totalmente os mecanismos do RenovaBio para saber onde a Cargill estaria inserida. Mas se estamos falando em uma valorização das emissões de carbono então ter uma nota maior deverá nos ajudar”, finaliza.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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