Segmento é o segundo maior empregador no mercado de energias renováveis que, no ano passado, atingiu a marca de 12 milhões de trabalhadores
Mesmo com a economia severamente impactada pela maior crise de saúde pública global do último século, a quantidade de trabalhadores ocupados pela indústria de energias renováveis ao redor do globo aumentou cerca de 4,9% no ano passado e superou, pela primeira vez, a marca dos 12 milhões. A estimativa consta da edição mais recente do relatório “Energias Renováveis e Empregos” publicado anualmente pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês).
Desde que a primeira edição do relatório foi publicada em 2012, o número de trabalhadores no setor cresceu 64,4%. Ao longo dos últimos 8 anos foram gerados cerca de 4,74 milhões de novos empregos.
Mesmo com a economia severamente impactada pela maior crise de saúde pública global do último século, a quantidade de trabalhadores ocupados pela indústria de energias renováveis ao redor do globo aumentou cerca de 4,9% no ano passado e superou, pela primeira vez, a marca dos 12 milhões. A estimativa consta da edição mais recente do relatório “Energias Renováveis e Empregos” publicado anualmente pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês).
Desde que a primeira edição do relatório foi publicada em 2012, o número de trabalhadores no setor cresceu 64,4%. Ao longo dos últimos 8 anos foram gerados cerca de 4,74 milhões de novos empregos.
Vice-líder
De todos os segmentos acompanhados pelo estudo, o de bioenergia foi o único que teve saldo negativo.
Em 2020, as ocupações de 3,52 milhões de pessoas dependeu da produção de biocombustíveis líquidos, biomassa sólida e biogás; queda de 1,7% em relação à 2019. Desde 2016 – ano em que foi ultrapassada pela fotovoltaica –, a bioenergia é o segundo maior empregador da indústria.
Embora esta não seja a primeira vez que o segmento apresenta variação anual negativa, nos três anos anteriores o mercado de trabalho em bioenergia vinha mostrando bons números. Entre 2016 e 2019, a produção de bioenergia gerou 840 mil – 30,7% – novas contratações.
Biocombustíveis
Com 2,41 milhões de trabalhadores, a indústria de biocombustíveis líquidos é o maior segmento em número de empregos. A produção de biomassa sólida emprega 765 mil pessoas e biogás ocupa outros 339 mil.
A Covid-19 atingiu o mercado de biocombustíveis mais duramente do que outros segmentos de renováveis.
Pelas contas da Irena, a produção global de biocombustíveis caiu cerca de 6% no ano passado, indo de 161 para 151 milhões de m³ em 2020 refletindo a queda na demanda por transportes resultante das políticas de enfrentamento da pandemia e da queda nos preços do petróleo que tornou os biocombustíveis menos competitivos. A contração atingiu mais a produção de etanol (-8%) do que a de biodiesel que ficou praticamente estável.
Brasil
O Brasil é o maior empregador do mundo no campo de biocombustíveis. Por larga margem.
De acordo com o levantamento, a renda de mais 870 mil brasileiros depende – direta ou indiretamente – da produção de biocombustíveis. Destes, 347,3 mil são trabalhadores do setor sucroenergético, 323,8 mil no de biodiesel e mais 200 mil em fabricantes de máquinas e equipamentos que atendem ambas as duas indústrias.
Para fins de comparação, o segundo maior empregador no ramo de biocombustíveis é a Indonésia. No país asiático os empregos ligados ao ramo de biocombustíveis está na cada dos 500 mil. Na União Europeia como um todo, o setor emprega cerca 229 mil pessoas.
Além de ser o maior empregador global no segmento, a indústria de biocombustíveis também concentra praticamente três de cada quatro empregos em energias renováveis geradas pela economia brasileira.
De todas as outras fontes mapeadas pelos pesquisadores das Irena, energia hidroelétrica é segunda colocada, com 176 postos de trabalho. Apenas um quinto da quantidade de empregos gerados por produtores de etanol e de biodiesel.
A íntegra do relatório pode ser acessada clicando aqui.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com