AliançaBiodiesel cobra inclusão de biocombustíveis em novo padrão para máquinas agrícolas
As entidades do setor de biodiesel estão cobrando que o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) dê mais espaço para os biocombustíveis em seus esforços para mitigar a poluição gerada por máquinas agrícolas e rodoviárias. No começo da tarde de ontem (11), a AliançaBiodiesel emitiu uma nota na qual cobra que as discussões em torno da elaboração de um novo padrão de emissões voltado para esse tipo de equipamento sejam reorientadas.
Parte integrante do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), a chama MAR-II vai estabelecer limites mais rigorosos para os poluentes que máquinas agrícolas e rodoviárias podem emitir.
A implementação da MAR-I foi iniciada em 2015 e está plenamente em vigor desde 2019. Desde o ano passado, o governo federal vem discutindo como atualizar a norma e, no começo de março, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) colocou em consulta pública sua proposta inicial para o novo ordenamento.
Problema inexistente
Segundo a AliançaBiodiesel, contudo, o texto apresentado se concentra principalmente na redução dos chamados ‘poluentes locais’ – substâncias prejudiciais para a saúde humana – e deixa de lado as mudanças climáticas. “Defendemos que o novo marco siga a tendência global de descarbonização que é questão de maior urgência do que a qualidade do ar no campo”, diz o texto que argumenta que a baixa concentração humana nos locais onde essas máquinas operam torna a questão da poluição local um “problema inexistente”.
“O grande desafio do planeta está na mudança climática. (...) Com isso, reconhece-se o biodiesel e o etanol como alternativas tecnicamente superiores aos combustíveis fósseis no que diz respeito aos desafios do clima”, prossegue o texto pontuando que a exigência de limites rígidos acabaria se perdendo pelas dificuldades de fiscalização da frota em atividade. “Sem controle [das emissões] no campo, cria-se o risco de uma indústria informal de customização e o esforço regulatório se perde”.
Mais caros
A troca de combustíveis fósseis por versões menos poluentes também poderia evitar o aumento nos custos. Estimativas feitas pelas montadoras apontam que atualizar os motores poderia encarecer as máquinas em até 25% e elevar os custos operacionais em até 20% graças à exigência de que os novos equipamentos sejam abastecidos com diesel S-10 e com Arla-32.
“Esse encarecimento se transfere ao custo dos alimentos, das obras e dos serviços, e a sociedade paga a conta sem contrapartida clara”, finaliza a nota da AliançaBiodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com


.gif)

