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Abiove confirma recorde de produção e de esmagamento de soja


BiodieselBR.com - 20 mai 2026 - 19:13

Apesar da demora na chegada do B16, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) está otimista em relação ao desempenho do setor de esmagamento de soja neste ano. De acordo com estimativas divulgadas hoje (20), a indústria deverá processar cerca de 62,5 milhões de toneladas do grão em 2026. A nova projeção está 300 mil toneladas acima daquela que havia sido divulgada em abril.

O volume marca um novo recorde para o setor, colocando mais de 6,5% de vantagem sobre os 58,7 milhões de toneladas registrados no ano passado. Confirmados esses números, o crescimento anualizado do mercado será o maior desde 2020.

Não é de hoje que a Abiove está otimista em relação a 2026. Quando as primeiras estimativas da associação para este ano foram divulgadas, em outubro de 2025, a expectativa já era de que nos encaminhávamos para um novo recorde.

Os números, no entanto, eram mais modestos do que os atuais: 60,5 milhões de toneladas. Em 7 meses, as expectativas aumentaram em 2 milhões de toneladas – 3,3%.

Segundo a Abiove, o esmagamento recorde se deve à “robustez da safra” e à “crescente demanda por derivados” da soja. Esse crescimento veio mesmo com o atraso da chegada do B16. O aumento da mistura obrigatória de biodiesel deveria ter acontecido em março, mas acabou adiado para permitir a realização de testes que irão comprovar a viabilidade técnica da adição de até 20% de biodiesel no óleo diesel mineral.

“A Abiove destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira, visto que o avanço contínuo do esmagamento reflete o esforço do setor em agregar valor à produção agrícola nacional com estabilidade e eficiência técnica”, diz o texto da nota divulgada junto com os dados.

Apesar do volume recorde, a parcela da soja colhida no Brasil que é processada pela indústria doméstica segue patinando. Em 2026, o percentual deverá ficar em 34,2%, abaixo dos 36,2% do ano passado. O motivo é o crescimento da produção do grão no país que, segundo as estimativas mais recentes, deverá superar os 180 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Desse total, cerca de 114,1 milhões de toneladas deverão ser exportadas in natura, sem qualquer agregação de valor adicional.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com{/viewonly}