Pesquisadores da Universidade de Cambridge querem usar bactérias para tornar a glicerina coproduto do biodiesel numa fonte sustentável de hidrogênio
Um projeto de pesquisa que está sendo desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Química e Biotecnologia da Universidade de Cambridge juntamente com as universidades da Cidade do Cabo e Stellenbusch (ambas na África do Sul) que usa bactérias para gerar hidrogênio com elevado grau de pureza a partir da glicerina coproduto das usinas de biodiesel.
Um projeto de pesquisa que está sendo desenvolvido pelo Departamento de Engenharia Química e Biotecnologia da Universidade de Cambridge juntamente com as universidades da Cidade do Cabo e Stellenbusch (ambas na África do Sul) que usa bactérias para gerar hidrogênio com elevado grau de pureza a partir da glicerina coproduto das usinas de biodiesel.
O projeto foi iniciado em 2009. Nesses 10 anos, os pesquisadores vêm trabalhando para otimizar um sistema que tira proveito da capacidade de um tipo de bactéria comumente encontrado em lodo e sedimentos – cientificamente chamada Rhodopseudomonas palustres – para quebrar as moléculas de glicerina.
Além de ser robusta o suficiente para prosperar mesmo quando alimentada com glicerina com níveis elevados de contaminações – o que evita gastos maiores com a purificação do material, esse gênero de bactéria tem uma particularidade importante: ela pode realizar fotossíntese embora por um processo mais simples que o utilizado pelas plantas e algas.
Embora ainda não seja a fonte abundante e barata que vai viabilizar o uso do hidrogênio como combustível limpo, o hidrogênio tem uma série de aplicações industriais importantes. Ele é usado por exemplo para converter óleos vegetais em HVO – um tipo de biocombustível concorrente do biodiesel – e na redução do teor de enxofre do diesel fóssil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com