Embarques do coproduto da indústria de biodiesel no mês passado reverterem dois meses de queda
Depois de amargar dois meses em baixa, as exportações de glicerina deram a volta por cima. Segundo os dados mais recentes sobre a balança comercial brasileira compilados pelo Ministério da Economia mostram que as exportações do principal coproduto da indústria de biodiesel chegaram perto de 42,4 milhares de toneladas. Um salto de 31,5% sobre o volume que havia sido apurado no mês anterior.
A alta foi puxada principalmente por um aumento considerável nas exportações de glicerina destilada. Nesse segmento de mercado os embarques aumentaram 58,7% e beiraram as 15,9 mil toneladas. Esse é – de longe – o maior volume de glicerina destilada já exportado pelo país.
O recorde anterior havia sido registrado exatamente um ano atrás, em maio de 2019 as exportações do produto somaram 11,8 mil toneladas.
Depois de amargar dois meses em baixa, as exportações de glicerina deram a volta por cima. Segundo os dados mais recentes sobre a balança comercial brasileira compilados pelo Ministério da Economia mostram que as exportações do principal coproduto da indústria de biodiesel chegaram perto de 42,4 milhares de toneladas. Um salto de 31,5% sobre o volume que havia sido apurado no mês anterior.
A alta foi puxada principalmente por um aumento considerável nas exportações de glicerina destilada. Nesse segmento de mercado os embarques aumentaram 58,7% e beiraram as 15,9 mil toneladas. Esse é – de longe – o maior volume de glicerina destilada já exportado pelo país.
O recorde anterior havia sido registrado exatamente um ano atrás, em maio de 2019 as exportações do produto somaram 11,8 mil toneladas.
A aceleração nas vendas externas de glicerina destilada fez com que a participação desse produto no total exportado pelo país chegasse a 37,5%. Também, nesse caso, tivemos o segundo melhor resultado das exportações brasileiras; atrás somente dos 38,1% de agosto passado.
Recuperação
A fatia da glicerina destilada no total exportado pelo país vem subindo desde o final de 2013. Em agosto de novembro passado, contudo, esse processo deu um passo atrás – de agosto até novembro a participação do produto de maior valor agregado recuou de 38,1% para 23,9%.
De lá para cá, a fatia da glicerina destilada voltou a aumentar sua fatia no mercado total.
Já o crescimento no mercado da glicerina bruta não foi assim tão exuberante. Em maio, 26,5 mil toneladas desse tipo de produto saíram do país, alta de 19,2% sobre o resultado do mês anterior.
A despeito desse crescimento aparentemente sólido de um mês para o outro, os números de maio não são dos mais impressionantes. Em março, as exportações de glicerina bruta passavam de 27 mil toneladas e o recorde para a categoria foi em julho de 2018 quando as exportações foram de 33,4 mil toneladas.
Ganhos
O aumento do volume dos embarques associado à melhoria no perfil exportador do contribuíram para que os ganhos do país no mercado de glicerina tivessem seu melhor mês em 16 meses.
No total, as exportações de glicerina renderam US$ 10,8 milhões – cerca de R$ 58,1 milhões pela cotação de hoje – no mês de maio. Foram US$ 6,57 milhões ganhos com vendas de glicerina destilada e mais US$ 4,24 milhões com o produto bruto.
As cotações do produto mantiveram a trajetória de alta por mais um mês. A tonelada glicerina destilada fechou maio valendo, em média, US$ 413,46; são 15% a mais do que no mês anterior. A glicerina bruta avançou 13,7% chegando a US$ 160,05. Em ambos os casos, este é o maior valor da glicerina neste ano.
Em maio, as exportações brasileiras de glicerina chegaram a 47 destinos internacionais. O principal deles foi a China que absorveu 24,5 mil toneladas da substância pagando um pouco menos que US$ 4,7 milhões.
A maior parte do produto saiu do Rio Grande do Sul que contribuiu com 14,3 mil toneladas e foi exportado pelo porto de Santos (SP) que embarcou 17,6 mil toneladas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com