Segundo Cepea, mercado vive momento de pressão com avanço da colheita nos EUA e andamento do plantio no Brasil
O avanço da colheita de soja nos EUA, combinado com o andamento do plantio da oleaginosa no Brasil criam um ambiente favorável para o grão na safra 2026/27. Diante desse cenário, o indicador Cepea/Esalq base porto de Paranaguá (PR) teve baixa de 0,24% nesta segunda-feira (19/10), a R$ 154,24 a saca.
Em nota, o Cepea disse que as expectativas de produção recorde de soja na safra 2026/27 seguem pressionando as cotações nacionais e internacionais. Nos EUA, a colheita da oleaginosa chegou a 64% da área. No Brasil, por sua vez, a semeadura alcançou 26% da área, acima dos 24% semeados um ano atrás, segundo dados da AgRural.
Mesmo diante da expectativa de uma boa safra, o Cepea pontua que as preocupações com os possíveis efeitos do fenômeno climático El Niño levaram parte dos produtores brasileiros a se retrair nas negociações no mercado spot, limitando as quedas.
“As incertezas climáticas estão relacionadas ao excesso de chuvas no Sul do Brasil, o que tem alimentado especulações sobre uma possível migração de parte da área destinada à soja para o milho”, disse o Cepea, em nota.
Nas demais praças do Brasil monitoradas pela AgRural, a consultoria apontou a saca cotada a R$ 148 em Ponta Grossa (PR), queda de R$ 1 em relação a sexta (16). Em Primavera do Leste (MT), o valor ficou estável, a R$ 139 a saca. Já em Luís Eduardo Magalhães (BA), a soja teve alta de R$ 1, para R$ 140.
Paulo Santos – Globo Rural