Exportações do coproduto movimentaram um pouco mais de US$ 22,4 milhões no mês de setembro
O Brasil está ganhando menos dinheiro no mercado mundial de glicerina. Segundo os números mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia, no mês passado as exportações do coproduto renderam um pouco mais de US$ 22,4 milhões – cerca de R$ 117,7 milhões pelo câmbio de hoje (13). Esse é o menor valor apurado no mercado externo desde junho ao ano passado quando o faturamento mensal ficou em US$ 21,7 milhões.
Esse movimento de baixa parece estar colocando ponto final num rally que se iniciou no começo de 2021 e – apesar de alguns meses de instabilidade – foi ter seu ápice em maio, quando o faturamento mensal atingiu a marca inédita de US$ 41,3 milhões. Nos últimos três meses, no entanto, o mercado já vinha dando sinais de perda de vigor com o faturamento mensal do setor apontando para baixo.
O Brasil está ganhando menos dinheiro no mercado mundial de glicerina. Segundo os números mais recentes divulgados pelo Ministério da Economia, no mês passado as exportações do coproduto renderam um pouco mais de US$ 22,4 milhões – cerca de R$ 117,7 milhões pelo câmbio de hoje (13). Esse é o menor valor apurado no mercado externo desde junho ao ano passado quando o faturamento mensal ficou em US$ 21,7 milhões.
Foi uma queda e tanto. No mês passado, os ganhos com as vendas de glicerina haviam movimentado US$ 38,3 milhões. Em apenas um mês os exportadores viram seus ganhos ‘derreterem’ 41,4%.
Esse movimento de baixa parece estar colocando ponto final num rally que se iniciou no começo de 2021 e – apesar de alguns meses de instabilidade – foi ter seu ápice em maio, quando o faturamento mensal atingiu a marca inédita de US$ 41,3 milhões. Nos últimos três meses, no entanto, o mercado já vinha dando sinais de perda de vigor com o faturamento mensal do setor apontando para baixo.
Preços
O sinal mais evidente de que, dessa vez, a queda no mercado de glicerina é mesmo para valer está nos preços do produto. Só em setembro, os preços recuaram cerca de 31%, tanto no segmento de glicerina destilada quanto no de glicerina em bruto.
Com o recuo, a tonelada de glicerina de maior valor agregado fechou o mês valendo, em média, US$ 913,69 – a primeira vez abaixo do limiar de US$ 1.000,00 nos últimos dez meses – enquanto o produto não destilado ficou em US$ 481,73.
No caso da glicerina destilada, a queda começou um pouco antes. No acumulado dos últimos três meses, o valor em dólar pago pelos compradores do produto nacional caiu substanciais 45,3%. Já a glicerina bruta perdeu 42,6% de seu valor entre julho e setembro.
De uma forma geral e apesar de alguns solavancos, os preços da glicerina vinham subindo de forma consistente desde o fim do primeiro trimestre de 2020 e atingiram sua máxima em muitos anos.
Para a glicerina bruta, o teto foram os US$ 840,00 por tonelada registrados em julho. O maior preço pago pelo produto desde julho de 2007.
Já a glicerina destilada chegou a ser negociada a US$ 1.669,52 em junho. Melhor desempenho desde março de 2012.
Apesar dessa virada, os exportadores já garantiram um recorde de faturamento em 2022. No total, as vendas de glicerina renderam US$ 321,7 milhões de janeiro a setembro. Esse valor está mais de 13% acima do recorde de US$ 284,6 milhões registrado em 2021.
Volume
E se no mês anterior, a perda do valor da glicerina havia sido maquiada pelo volume exportado que foi o maior do ano, dessa vez queda nos preços veio com uma contração nos volumes embarcados.
No total, os embarques somaram 37,8 mil toneladas. Trata-se de uma queda de 18,5% nas vendas externas do produto.
A redução se deve basicamente a uma diminuição nas vendas de glicerina bruta cujos embarques caíram quase um quarto em apenas um mês, indo de 37 mil toneladas para 28 mil toneladas. Nesse mesmo período, a glicerina destilada teve aumento de 5% nas vendas, indo de 9,32 para perto de 9,79 mil toneladas.
De janeiro a setembro, o volume total exportado foi de 350,1 mil toneladas. Com mais três meses para o fechamento do ano ainda faltam 136,6 mil toneladas para igualar a marca do ano passado, quando as exportações somaram 486,7 mil toneladas.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com