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Exportações brasileiras de glicerina atingem maior volume mensal do ano

Aumento nas vendas acontece em mês de aprofundamento na tendência de recuo no preço médio do produto vendido para fora do país

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Em agosto, o Brasil exportou o maior volume de glicerina do ano. Segundo dados do Ministério da Economia, os embarques do principal coproduto da indústria do biodiesel totalizaram 43,3 mil toneladas, superando – finalmente – as 41,5 mil toneladas que haviam sido exportadas embarcadas em janeiro. Nos últimos seis meses, a demanda internacional pela glicerina nacional se distribuiu numa faixa que variou entre 35,3 e 38,8 mil toneladas.

Apesar do crescimento respeitável – de 11,8% – sobre o resultado de julho no apurado geral, os dois segmentos do mercado apresentaram rotas contraditórias.

Na glicerina destilada, as vendas externas encolheram quase 5% em relação ao mês anterior. Com menos de 9,33 mil toneladas, o país teve seu pior desempenho do ano. Já na glicerina bruta, as exportações aumentaram 17,5%, passando um pouco a marca das 34 mil toneladas – melhor resultado para o segmento desde novembro passado.

Em agosto, o Brasil exportou o maior volume de glicerina do ano. Segundo dados do Ministério da Economia, os embarques do principal coproduto da indústria do biodiesel totalizaram 43,3 mil toneladas, superando – finalmente – as 41,5 mil toneladas que haviam sido exportadas embarcadas em janeiro. Nos últimos seis meses, a demanda internacional pela glicerina nacional se distribuiu numa faixa que variou entre 35,3 e 38,8 mil toneladas.

Apesar do crescimento respeitável – de 11,8% – sobre o resultado de julho no apurado geral, os dois segmentos do mercado apresentaram rotas contraditórias.

Na glicerina destilada, as vendas externas encolheram quase 5% em relação ao mês anterior. Com menos de 9,33 mil toneladas, o país teve seu pior desempenho do ano. Já na glicerina bruta, as exportações aumentaram 17,5%, passando um pouco a marca das 34 mil toneladas – melhor resultado para o segmento desde novembro passado.

Com isso, a glicerina de maior valor agregado teve apenas 21,5% do mercado total. Trata-se do pior share para o produto num único mês desde outubro de 2018.

Do começo do ano até agora, as exportações de glicerina já se aproximam das 309,3 mil toneladas; sendo 88,5 mil toneladas de glicerol destilado e 220,8 mil toneladas do produto bruto. O volume é praticamente igual – 0,2% menor – ao mesmo período do ano passado.

Em 2020, as exportações até agosto haviam sido de 314,5 mil toneladas.

Ganho menor

Se o volume exportado não vem se destacando, o faturamento já é o maior da história com US$ 297,3 milhões até o momento. Faltando quatro meses para fechar o ano, esse valor já é 4,5% maior que o apurado ao longo de todo o ano de 2021.

Só em agosto, a conta de 2022 aumentou em US$ 36,3 milhões. Foram US$ 12,4 milhões da glicerina destilada, enquanto a glicerina bruta contribuiu com US$ 23,8 milhões.

Embora esse ainda seja um valor que pode ser considerado elevado – crescimento de 36,5% sobre o mesmo período do ano passado –, o mercado parece estar perdendo gás.

Depois de muitos meses de preços em patamares bastante elevados, os valores médios pagos pela glicerina brasileira apresentaram quedas expressivas em agosto.

Em apenas um mês, os preços praticados pelos dois tipos de glicerina recuaram perto de 17%. A glicerina destilada fechou o mês valendo US$ 1.336,83 e a bruta ficou em US$ 699,64.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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