Segundo dados do MDIC, as exportações brasileiras de glicerina no mês de maio apresentaram uma queda de cerca de 20% no volume em relação a abril.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
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Depois de computar em abril sua melhor performance mensal, as exportações brasileiras de glicerina tiveram um recuo considerável em maio. Dados recém-divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que, no mês passado, o Brasil embarcou cerca de 20% a menos que no mês anterior.
Depois de computar em abril sua melhor performance mensal, as exportações brasileiras de glicerina tiveram um recuo considerável em maio. Dados recém-divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que, no mês passado, o Brasil embarcou cerca de 25 mil toneladas de glicerina – 20% a menos que no mês anterior.
Essa queda foi puxada pela retração no volume do glicerol bruto exportado. Em maio, foram praticamente 20 mil contra 25,8 mil toneladas comercializadas ao exterior em abril. A queda produzida no intervalo de um mês é de 22,7%.
Quanto à glicerina refinada, a queda no nível das exportações entre abril e maio foi bem mais discreto. O volume do coproduto de maior valor agregado exportado pelo país no mês passado foi ligeiramente inferior que o comercializado em abril – apenas 561 toneladas a menos o que dá cerca de 10% a menos.
Apesar da queda no resultado global, as exportações brasileiras de glicerina de maio representam uma alta de 29,1% sobre a remessa feita pelo país no mesmo período um ano atrás.
Valorização
A redução da comercialização do coproduto brasileiro no mercado externo observada no mês passado não chegou a impactar significativamente o faturamento obtido pelo país com essa atividade. Isso porque o preço da glicerina esteve melhor em maio.
No geral, a alta na cotação do coproduto foi de quase 10% num intervalo de um mês.
O preço do glicerol em bruto foi o que, de longe, obteve a maior valorização – de 11,4%. Enquanto em abril a tonelada do principal coproduto do biodiesel saiu por US$ 229,78, no mês passado o mercado externo pagou US$ 256,04.
No caso da glicerina refinada, o incremento não chegou a ser tão significativo. O preço da tonelada saltou de US$ 485,89 em abril para US$ 487,97 no mês passado. Alta inferior a 0,5%.
Graças à essa elevação nos preços, a receita brasileira com a comercialização do coproduto em maio encolheu apenas 12,5% quando equiparada a produzida no mês anterior. Ao todo, o Brasil faturou no mês passado com as exportações de glicerina US$ 7,6 milhões.
Importações
Em maio, o Brasil adquiriu no exterior 686 toneladas de glicerina refinada – uma compra 16% menor que a efetuada no mês anterior.
Uma das possíveis explicações para a contenção nas importações seria a alta na cotação do coproduto. Cada tonelada da glicerina de maior valor agregado adquirida no exterior custou aos cofres brasileiros em maio US$ 767,01 - ante US$ 712,99 pagos em abril.
Com 130,5 mil toneladas de glicerina já exportadas nos primeiros cinco meses do ano – que renderam ao país R$ 33,2 milhões –, o saldo da balança comercial brasileira no que se refere à glicerina mantém-se positivo.