Exportações de glicerina do Brasil tiveram um crescimento importante tanto em volume quanto em faturamento entre os meses de fevereiro e março.
Depois de amargar um fevereiro particularmente fraco, o desempenho do Brasil no mercado internacional de glicerina parece estar voltando a entrar nos eixos. Segundo dados publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em março as exportações do principal coproduto da indústria de biodiesel totalizaram 21,2 mil toneladas. É um salto de 44% em somente um mês.
Depois de amargar um fevereiro particularmente fraco, o desempenho do Brasil no mercado internacional de glicerina parece estar voltando a entrar nos eixos. Segundo dados publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em março as exportações do principal coproduto da indústria de biodiesel totalizaram 21,2 mil toneladas. É um salto de 44% em somente um mês.
E não foi só no volume embarcado que tivemos melhorias significativas. O os valores recebidos pelos aos exportadores brasileiros também tiveram avanços significativo. No total, os negócios envolvendo glicerina reforçaram as exportações brasileiras em US$ 5,8 milhões no mês.
Embora esse seja um resultado animador – de longe o melhor no ano – a comparação com os anos anteriores ainda é pouco lisonjeira. O volume exportado no primeiro trimestre foi de 56,6 mil toneladas. Esse é o menor resultado para o período desde 2014 época em que a mistura obrigatória brasileira ainda era de 5%.
Em relação ao ano passado, as exportações caíram em 16,6%.
Já no caso dos valores a notícia é positiva. Nos três primeiros meses do ano, a glicerina rendeu ao país US$ 14,3 milhões o que representa uma elevação de 5,2% sobre o montante recebido entre janeiro e março do ano passado. Ainda assim, estamos longe o melhor resultado histórico para o começo do ano que pertence a 2014 quando o país faturou US$ 17,1 milhões.
Bruto
No mercado de glicerina bruta, as vendas foram de 17,1 mil toneladas com um rendimento de US$ 3,6 milhões. Crescimentos de, respectivamente, 40,7% e 59,2% sobre o mês anterior.
Mas a melhor novidade está na cotação do produto. A glicerina bruta brasileira foi remunerada em US$ 211,42 a tonelada em março. Esse é o melhor resultado desde julho de 2015 e é a primeira vez em mais de um ano e meio que a cotação ultrapassa a barreira dos US$ 200.
O movimento de alta tem se mantido consistente. Desde agosto do ano passado os preços pagos vêm subindo de forma consistente e já se valorizaram 46,4% no acumulado de sete meses.
Com a recuperação dos preços no mercado internacional, tivemos um crescimento de praticamente um quarto (24%) no faturamento com esse produto frente ao apurado em março de 2016 mesmo com o volume vendido recuando 12,9%.
Glicerina refinada
A glicerina de maior valor agregado também está experimentando uma retomada importante. O volume comercializado em março foi de 4,07 mil toneladas – crescimento de 59,7% sobre fevereiro. Na conta anualizada a coisa não foi tão boa com uma queda de 2,5% na comparação com março de 2016.
Já o valor exportado se sai bem sob todos os ângulos. Com praticamente 2,18 milhões vendidos temos um avanço de 76,4% sobre fevereiro e de 18,5% sobre o mês de março anterior.
O avanço se deve também a uma melhora na cotação internacional, que ficou em 535,08. Março foi o terceiro mês de alta nas cotações – acumulado de 16% – mas, ao longo de 2016 os preços tiveram muitas idas e vindas.
As importações do produto pelo Brasil também tiveram uma queda em março. Entraram no país pouco mais de 351,4 toneladas de glicerina refinada com um valor de US$ 274,7 mil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Depois de amargar um fevereiro particularmente fraco, o desempenho do Brasil no mercado internacional de glicerina parece estar voltando a entrar nos eixos. Segundo dados publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em março as exportações do principal coproduto da indústria de biodiesel totalizaram 21,2 mil toneladas. É um salto de 44% em somente um mês.
E não foi só no volume embarcado que tivemos melhorias significativas. O os valores recebidos pelos aos exportadores brasileiros também tiveram avanços significativo. No total, os negócios envolvendo glicerina reforçaram as exportações brasileiras em US$ 5,8 milhões no mês.
Embora esse seja um resultado animador – de longe o melhor no ano – a comparação com os anos anteriores ainda é pouco lisonjeira. O volume exportado no primeiro trimestre foi de 56,6 mil toneladas. Esse é o menor resultado para o período desde 2014 época em que a mistura obrigatória brasileira ainda era de 5%.
Em relação ao ano passado, as exportações caíram em 16,6%.
Já no caso dos valores a notícia é positiva. Nos três primeiros meses do ano, a glicerina rendeu ao país US$ 14,3 milhões o que representa uma elevação de 5,2% sobre o montante recebido entre janeiro e março do ano passado. Ainda assim, estamos longe o melhor resultado histórico para o começo do ano que pertence a 2014 quando o país faturou US$ 17,1 milhões.
Bruto
No mercado de glicerina bruta, as vendas foram de 17,1 mil toneladas com um rendimento de US$ 3,6 milhões. Crescimentos de, respectivamente, 40,7% e 59,2% sobre o mês anterior.
Mas a melhor novidade está na cotação do produto. A glicerina bruta brasileira foi remunerada em US$ 211,42 a tonelada em março. Esse é o melhor resultado desde julho de 2015 e é a primeira vez em mais de um ano e meio que a cotação ultrapassa a barreira dos US$ 200.
O movimento de alta tem se mantido consistente. Desde agosto do ano passado os preços pagos vêm subindo de forma consistente e já se valorizaram 46,4% no acumulado de sete meses.
Com a recuperação dos preços no mercado internacional, tivemos um crescimento de praticamente um quarto (24%) no faturamento com esse produto frente ao apurado em março de 2016 mesmo com o volume vendido recuando 12,9%.
Glicerina refinada
A glicerina de maior valor agregado também está experimentando uma retomada importante. O volume comercializado em março foi de 4,07 mil toneladas – crescimento de 59,7% sobre fevereiro. Na conta anualizada a coisa não foi tão boa com uma queda de 2,5% na comparação com março de 2016.
Já o valor exportado se sai bem sob todos os ângulos. Com praticamente 2,18 milhões vendidos temos um avanço de 76,4% sobre fevereiro e de 18,5% sobre o mês de março anterior.
O avanço se deve também a uma melhora na cotação internacional, que ficou em 535,08. Março foi o terceiro mês de alta nas cotações – acumulado de 16% – mas, ao longo de 2016 os preços tiveram muitas idas e vindas.
As importações do produto pelo Brasil também tiveram uma queda em março. Entraram no país pouco mais de 351,4 toneladas de glicerina refinada com um valor de US$ 274,7 mil.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com