Volume do coproduto embarcado no mês passado foi o segundo maior do histórico oficial do governo
Embora não chegue a realmente ameaçar o recorde de julho passado – quando os embarques superam 40 mil toneladas –, as exportações brasileiras de glicerina tiveram mais um outubro bastante respeitável. Segundo números disponibilizados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as vendas externas do principal coproduto da indústria de biodiesel passaram das 35,5 mil toneladas no mês passado ficando com a segunda posição num histórico que se estende por 22 anos.
Embora não chegue a realmente ameaçar o recorde de julho passado – quando os embarques superam 40 mil toneladas –, as exportações brasileiras de glicerina tiveram mais um outubro bastante respeitável. Segundo números disponibilizados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), as vendas externas do principal coproduto da indústria de biodiesel passaram das 35,5 mil toneladas no mês passado ficando com a segunda posição num histórico que se estende por 22 anos.
O volume exportado supera em cerca de 1,7% o que havia sido registrado em setembro. De janeiro a outubro, as exportações de glicerina já totalizaram 293 mil toneladas. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando as exportações foram de 249,3 milhares de toneladas, o crescimento é de aproximadamente 17,5%.
Ainda não temos um recorde anual. No ano passado, as exportações totalizaram 304,6 mil toneladas. Com dois meses pela frente e faltando apenas 11,5 mil toneladas para que os resultados anuais se igualem, é praticamente certo que teremos um novo recorde.
Em termos de valor exportado, a situação é melhor. Este ano, o mercado externo de glicerina já rendeu aos exportadores brasileiros um pouco menos de US$ 130,6 milhões. Esse valor já é superior – em cerca de 26,8% – que os US$ 103 milhões apurados ao longo de todo o ano passado.
Em outubro, as exportações passaram dos US$ 13 milhões. Uma melhoria de 10,3% sobre o faturamento de setembro que foi de US$ 11,8 milhões.
Mais destilada
Vale destacar que o país atingiu um novo patamar em termos de exportação de glicerina destilada.
Em outubro, as vendas do produto de maior valor agregado atingiram 9,4 mil toneladas e garantiram a entrada de US$ 6 milhões – respectivamente 26,5% e 46,1% dos totais mensais.
Cotações
Além do aumento na quantidade embarcada e de um ganho de participação na glicerina destilada, as cotações do produto deram um sinal de que podem estar mais perto de sair do processo baixista iniciado em fevereiro.
A tonelada de glicerina bruta encerrou o outubro negociada, em média, por US$ 269,49. O valor é 1,6% maior do que em setembro e já é o segundo mês com variação positiva de preços.
Entre fevereiro e agosto, os preços acumularam quase 43,2% de queda.
No segmento destilado, ainda tivemos uma queda de 1,4% nas cotações médias que foram de US$ 647,25 em setembro para US$ 637,98 em outubro.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com