Ministério da Economia aponta que embarques do coproduto das usinas de biodiesel tiveram queda de 41,1 mil toneladas
Depois de terem atingido o melhor volume no ano com mais de 49 mil toneladas, as exportações de glicerina deram um passo atrás. Segundo dados do Ministério da Economia, no mês passado 41,1 mil toneladas do coproduto saíram do país.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o recuo foi de 17,1%.
Em comparação, a glicerina destilada teve um recuo bem menor na demanda. As exportações de novembro ficaram em 11,7 mil toneladas, apenas 2,5% menos do que em outubro.
Depois de terem atingido o melhor volume no ano com mais de 49 mil toneladas, as exportações de glicerina deram um passo atrás. Segundo dados do Ministério da Economia, no mês passado 41,1 mil toneladas do coproduto saíram do país.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o recuo foi de 17,1%.
A queda se deve principalmente à redução nas vendas de glicerina em bruto. Entre os últimos dois meses houve um recuo de 20,6% nos embarques do produto que foi de 37 mil em outubro para 29,4 mil toneladas.
Em comparação, a glicerina destilada teve um recuo bem menor na demanda. As exportações de novembro ficaram em 11,7 mil toneladas, apenas 2,5% menos do que em outubro.
Destino
O principal motivo da queda nas exportações de glicerina entre outubro e novembro foi a redução na demanda da China. No mês anterior, o país asiático havia sido o destino de mais de um pouco 40,1 mil toneladas de glicerina brasileira.
No mês passado, o volume caiu 19,5%, indo para 32,3 mil toneladas dos quais 27,8 mil toneladas foram de glicerina bruta e 4,5 mil toneladas de glicerina destilada – quedas de, respectivamente, 20,8% e 9,9%.
Em queda livre
A contração no volume exportado é apenas parcialmente responsável pela queda no faturamento do setor foi para US$ 16 milhões em novembro. Desse total, US$ 2,4 vieram da glicerina destilada e um pouco menos de US$ 7,8 da glicerina bruta.
O faturamento com o mercado externo vem caindo de forma bastante acelerada nos últimos meses. O que tem puxado os resultados financeiros do negócio para baixo são principalmente as cotações do produto, que vêm experimentando uma verdadeira queda livre nos últimos meses.
No segmento destilado, os preços já acumulam baixa de 60,5% desde que atingiram seu pico em junho. A glicerina bruta teve uma queda ainda mais relevante de 66,5% de julho até agora. Mesmo assim, este ano o os exportadores tiveram rendimento de inéditos US$ 41,3 milhões.
Na média de novembro os preços médios ficaram em US$ 659,30 para a tonelada de glicerina destilada e US$ 281,05 na categoria bruto.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com