Não dá para dizer que o mês de julho tenha sido dos piores para a glicerina brasileira – a demanda não ficou muito longe da média dos 12 meses precedentes que foi de 22,7 mil toneladas. Mas esse resultado parece derramar água fria num mercado parece estar entrando em ebulição depois de um recorde de faturamento em maio e de um mês de junho que, também, não deixou nada a desejar.
Com 22,3 mil toneladas de glicerina exportadas, não dá para dizer que o mês de julho tenha sido dos piores – ele não ficou muito longe da média dos 12 meses precedentes que foi de 22,7 mil toneladas. Mas esse resultado parece derramar água fria num mercado parece estar entrando em ebulição depois de um recorde de faturamento em maio e de um mês de junho que, também, não deixou nada a desejar.
O principal problema é que a demanda do mercado internacional parece ter esfriado de forma súbita. As vendas recuaram quase 20% entre junho para julho – uma redução de 5,5 mil toneladas nos embarques.
Essa queda no apetite dos importadores afetou principalmente o segmento de glicerina destilada que tem margens maiores mas comercializa volumes menores. O volume exportado recuou 31% em apenas um mês com embarques que não chegaram a totalizar 3,7 mil toneladas.
Em relação ao mesmo mês de 2016, a queda também é acentuada – 25,5%.
Já a glicerina bruta se saiu relativamente melhor, com exportações de 19,7 mil toneladas. Embora isso represente uma queda de 12,2% em relação a junho, o mercado ainda apresenta crescimento em relação à 2016 quando o volume que saiu do pais em julho ficou abaixo de 17,9 mil toneladas.
A China foi a maior responsável por esse movimento. Principal destino da glicerina brasileira, o país asiático teve um pico de consumo em maio demandando quase 21,6 mil toneladas – bem acima dos volumes normalmente demandados pelo mercado chinês.
Valores
A pisada no freio dos importadores fez com que o Brasil faturasse menos. As vendas do principal coproduto do biodiesel renderam ao país pouco mais de US$ 7 milhões – US$ 2,1 milhões para a glicerina destilada e US$ 4,9 milhões para a glicerina bruta.
No geral, esse é um valor 17,6% inferior ao apurado em junho. Mas ainda supera em cerca de um terço – 34,4% – o faturamento de julho de 2016.
O motivo disso é a melhora nos valores recebidos pela tonelada do produto.
A glicerina bruta teve sua 12ª alta consecutiva e atingiu a marca de US$ 250,89 por tonelada. A última vez que o produto atingiu esse patamar de preço havia sido em junho de 2015. Desde que a trajetória de alta atual começou – agosto de 2016 – as cotações já se valorizaram 73,7%.
No caso da glicerina destilada, os resultados são menos consistentes. Em julho, a tonelada do produto foi comercializada por US$ 565,38 praticamente estável em relação a junho quando o preço médio foi de US$ 564,95. Esse foi o quarto mês seguido em que os valores pagos pelo produto destilado se mantiveram andando de lado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com 22,3 mil toneladas de glicerina exportadas, não dá para dizer que o mês de julho tenha sido dos piores – ele não ficou muito longe da média dos 12 meses precedentes que foi de 22,7 mil toneladas. Mas esse resultado parece derramar água fria num mercado parece estar entrando em ebulição depois de um recorde de faturamento em maio e de um mês de junho que, também, não deixou nada a desejar.
O principal problema é que a demanda do mercado internacional parece ter esfriado de forma súbita. As vendas recuaram quase 20% entre junho para julho – uma redução de 5,5 mil toneladas nos embarques.
Essa queda no apetite dos importadores afetou principalmente o segmento de glicerina destilada que tem margens maiores mas comercializa volumes menores. O volume exportado recuou 31% em apenas um mês com embarques que não chegaram a totalizar 3,7 mil toneladas.
Em relação ao mesmo mês de 2016, a queda também é acentuada – 25,5%.
Já a glicerina bruta se saiu relativamente melhor, com exportações de 19,7 mil toneladas. Embora isso represente uma queda de 12,2% em relação a junho, o mercado ainda apresenta crescimento em relação à 2016 quando o volume que saiu do pais em julho ficou abaixo de 17,9 mil toneladas.
A China foi a maior responsável por esse movimento. Principal destino da glicerina brasileira, o país asiático teve um pico de consumo em maio demandando quase 21,6 mil toneladas – bem acima dos volumes normalmente demandados pelo mercado chinês.
Valores
A pisada no freio dos importadores fez com que o Brasil faturasse menos. As vendas do principal coproduto do biodiesel renderam ao país pouco mais de US$ 7 milhões – US$ 2,1 milhões para a glicerina destilada e US$ 4,9 milhões para a glicerina bruta.
No geral, esse é um valor 17,6% inferior ao apurado em junho. Mas ainda supera em cerca de um terço – 34,4% – o faturamento de julho de 2016.
O motivo disso é a melhora nos valores recebidos pela tonelada do produto.
A glicerina bruta teve sua 12ª alta consecutiva e atingiu a marca de US$ 250,89 por tonelada. A última vez que o produto atingiu esse patamar de preço havia sido em junho de 2015. Desde que a trajetória de alta atual começou – agosto de 2016 – as cotações já se valorizaram 73,7%.
No caso da glicerina destilada, os resultados são menos consistentes. Em julho, a tonelada do produto foi comercializada por US$ 565,38 praticamente estável em relação a junho quando o preço médio foi de US$ 564,95. Esse foi o quarto mês seguido em que os valores pagos pelo produto destilado se mantiveram andando de lado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com